Do amor vem a compaixão,
E da simpatia vem a paciência.
Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.

Buddha Light International Association
Do amor vem a compaixão,
E da simpatia vem a paciência.
Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.
O Budismo é uma bênção que salva o mundo, a mãe da filosofia; o estudo do Budismo ameniza os preconceitos da ciência. O Budismo é um dos grandes poderes na natureza que advoga a emancipação e a preservação das raças. As pessoas não devem estar isentas de um pensamento religioso, pois ele poderá ajudar o governo a governar, enquanto que o governo tem o poder para proteger a religião. Por um lado, o governo tutela as condutas das pessoas, e por outro, a religião cura as suas mentes. Os dois complementam-se, trabalhando lado a lado, e nunca se contradizem.
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Acumula ouro para os teus descendentes,
E os teus descendentes podem nem guardá-lo.
Acumula livros para os teus descendentes,
E os teus descendentes podem nem lê-los.
Seria melhor acumular em privado o mérito
para eles nesta vida
Fazer para eles os planos a longo prazo.
Esta é a máxima dos sábios antigos
E algo para que as gerações vindouras possam refletir.
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Neste mundo, aqueles que possuem grandes virtudes e méritos são aqueles que conseguem tolerar o intolerável e suportar o insuportável.
No Budismo, a Paciência não recai só sobre a capacidade de sermos pacientes em relação aos pedidos que são razoáveis ou às agonias que são momentâneas, recai também sobre a capacidade de ser paciente com os mal-entendidos que são absurdos e irrazoáveis. Ao encarar a paciência como o ensinamento compassivo dos budas e bodhisattvas, como também o próprio cultivo do mérito e das virtudes, então aí poderemos afirmar o valor da nossa moralidade e integridade, acreditando que a verdade e a justiça serão eventualmente cumpridas.
Desde que eu era novo, nunca estive preocupado com a honra e a desonra, ou a fama e a difamação. Em nome do Budismo, eu consegui tolerar a humilhação, os compromissos, e passar despercebido. Aquilo que é determinante para que os praticantes budistas consigam beneficiar do dharma tem muito que ver com a sua capacidade de serem pacientes.
Com uma paciência comum, uma paciência do dharma, e uma paciência para com o dharma que não se manifesta, tudo será bom para ti, para mim, e para todos.
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O Imperador Wu da Dinastia Liang perguntou ao Mestre Baozhi, “Como é que nos devemos cultivar para garantir o renascimento eterno como um ser humano? ”
O Mestre Baozhi respondeu, “Este monge humilde tem uma receita cujos ingredientes podem ser adquiridos na Montanha dos Cinco Agregados:
1 coração inteiro sem raiva
2 taéis de alegria constante
3 centímetros de prática compassiva
4 cabos da raiz da paciência
5 litros de uma natureza sábia
6 mililitros de uma mente zelosa
7 grânulos de aliviadores de aflição
8 partes de companhia virtuosa
Usando a lâmina da inteligência, afie rente à bigorna da igualdade. Elimine as raízes da discriminação entre o eu e o outro. Coloque os ingredientes no morteiro da não-obstrução e golpeie mil vez com um pilão de diamante. Tome um comprimido de paramitas diariamente com a água das oito virtudes. Desta forma, poderá garantir instantaneamente o renascimento eterno como um ser humano.
Cumpra as restrições dietéticas enquanto toma a medicação. Falar pouco é a joia mais importante, enquanto que a paciência é um tesouro incalculável; não fale dos defeitos dos outros pois isso só trará o dano para si mesmo. Insultar os outros resultará na sua própria ofensa. Odiar os outros apenas fará com que você seja odiado; tal como a madeira no fogo, aquilo que arderá será você.”
O Imperador Wu ainda perguntou, “Como é que podemos alcançar a Iluminação?
Aprenda acerca da impermanência, perceba a grande verdade, respeite a joia tripla, e acompanhe as coisas desde o início até ao seu fim. Pratique tudo o que é puro e pare de fazer tudo o que seja impuro. Permita que você esteja errado e os outros estejam certos; pratique a igualdade sem a distinção entre o eu e o outro. Não prejudique os outros ou persiga a sua gratificação pessoal. Elimine a ganância e a raiva, e seja sempre alegre. O Buda que cada um procura, será o Buda em que cada um se tornará,” assim respondeu o Mestre Baozhi.
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No interior das paredes esbranquiçadas e dos portões vermelhos
há assuntos um tanto complicados,
Dentro das paredes dos ricos
há montanhosas aflições;
Não se diga que não existem ermitas
nas florestas da montanha,
Pois desde que haja a não-mente,
haverá despreocupação em qualquer lugar.
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Ainda nem completos os cem anos de idade,
e já um carrega a carga de mil anos de preocupações;
Tendo só agora recuperado a nossa própria saúde,
e as preocupações com os filhos e netos
não deixam de suceder.
Olhando para baixo, os caules tomam raiz nos solos,
Olhando para cima, os topos das amoreiras mudam a sua cor;
À medida que a haste se inclina para o Mar do Oriente,
finalmente se percebe que é aí que a pesagem termina.
Suspirando esta vida ilusória,
quando é que os seus longos dias terminarão?
Manhã após manhã de tempos sem lazer,
ano após ano não consciente da velha idade.
Perseguindo sempre a comida e o vestuário,
causando apenas preocupações à mente;
Centenas de anos de tormento,
viajamos entre os três planos do mal*.
O Rio Amarelo que eu vejo,
quando é que a sua água foi transparente?
As correntes são rápidas como flechas voadoras,
enquanto que a vida é como uma lentilha de água.
Ignorância é o karma fundamental,
enquanto que o apego é um poço de aflições;
Quantos kalpas de reencarnação já se passaram,
só para criar aquilo que está cego e perdido.
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“Ajudar a viver” significa: respeitar a vida, assegurar-nos que os seres sencientes vivem sem medo, e oferecer-lhes um ambiente seguro onde possam habitar. Os melhores exemplos de “libertação” são evitar a pesca à margem dos rios, não torturar os animais, e não matar a vida ou lesar o ambiente.
No Budismo, que enfatiza a humanidade, “libertação” também inclui “libertar as pessoas”, o que significa oferecer aos outros uma saída. Ao trabalharmos para a felicidade dos outros trazendo-lhes a fé, a alegria, a esperança e a comodidade, isto torna-se um “libertar” proactivo. Nisto também se inclui o ato de ajudarmos os outros a encontrar uma solução para situações difíceis, quando prestamos auxílio, e quando damos aos outros causas e condições.
Há um ditado, “quer seja senciente ou não-senciente, todos irão alcançar a sabedoria do Buda.” Todo o objeto inanimado como por exemplo, um caule de uma flor, uma folha de erva, uma mesa, uma cadeira, ou uma carpete, têm vida; e deve ser bem preservada e utilizada para prolongar o seu tempo, conferindo-lhe assim um valor. Essa é a perspetiva budista sobre o “libertação”.
Para aqueles que estão a praticar hoje este ato de “libertar”, têm de ter cuidado para os casos em que as suas ações estão, de facto, a causar a morte.
Quem é alguém para falar da insignificância da vida animal;
Eles são da mesma carne e osso.
És incentivado a não disparar sobre os pássaros de Primavera,
Pois os bebés que estão no ninho esperam o regresso da sua mãe.
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Ondulante, ondulante é o rio Yangtze que flui para Leste,
As ondas escoam para longe os heróis.
Certo e errado, sucesso e falhanço, todos vazios.
As montanhas verdes permanecem,
Quantos mais sóis poentes surgirão?
Pescadores de cabelos brancos estão à margem do rio,
Observando a lua de Outono e a brisa da Primavera;
Um pote de vinho não filtrado volta a dar-me as boas vindas.
Quantos eventos, desde a antiguidade até agora,
valem todos como assunto para rir e conversar?
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A verdadeira etiqueta existe quando as palavras vazias são omitidas,
e a sinceridade e o respeito são preservados.
O verdadeiro nível existe quando a superficialidade é repreendida
enquanto a frugalidade é defendida.
O verdadeiro discernimento existe quando a distância com a astúcia e a adulação é mantida, e a distância com a benevolência e a honestidade é reduzida.
A verdadeira postura existe quando a consciência da causa e do efeito é evidenciada, e a distinção entre a transgressão e o mérito é mantida.
A verdadeira tradição existe quando o contentamento na tranquilidade e simplicidade é evidenciado, e a vergonha em procuras deliberadas é sentida.
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