É dito nos sutras budistas que “Milhares de sutras e dezenas de milhares de discursos apontam para a Terra da Felicidade Suprema”. A Escola Budista da Terra Pura é sempre altamente considerada pelos membros de todas as seitas budistas e por aqueles que seguem diferentes cursos de cultivo.
18 de Abril – OS DEZ DESCONTENTAMENTOS
Ao trabalhar afincadamente todo o dia só para encher o estômago,
Apesar de conseguir comida, já se está a pensar na roupa.
Ao vestir as sedas que comprámos,
Olhamos para cima e sentimo-nos descontentes com um teto raso.
Ao construir edifícios altos e grandes mansões,
Falta ao nosso lado uma bela mulher para partilhar a cama.
Ao casar com uma mulher amada e belas concubinas,
Preocupamo-nos com falta de um cavalo à nossa porta para viajar.
Ao comprar um bom cavalo com dinheiro,
Falta-nos um séquito à sua volta.
Ao empregar uma dúzia de acompanhantes,
Somos oprimidos por ser um homem rico sem poder.
Ao ser selecionado como um magistrado do condado
Achamos que esse estatuto é demasiado baixo na hierarquia e na autoridade.
Ao ascender à posição de ministro,
Começamos a pensar todos os dias em ascender ao trono.
Ao ascender ao Trono que está voltado para o Sul,
Começamos a querer jogar xadrez com os imortais.
Ao ter Lu Dongbin no jogo de xadrez,
Começamos a perguntar onde fica a escadaria para o céu.
Antes que a escadaria esteja construída,
O Rei Yama já enviou os fantasmas para que nos retirem a vida.
Se não fosse a hora da nossa morte,
Ainda nos queixaríamos da falta de altura da escadaria!
Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun
17 de Abril – OS CINCO PRECEITOS
Não matar significa respeitar a vida dos outros como também proteger toda a vida.
Não roubar significa respeitar a propriedade dos outros como também ser alguém generoso e prestável.
Abster das más práticas sexuais significa respeitar o corpo dos outros e a sua integridade.
Não mentir significa respeitar a reputação dos outros, confortando e encorajando-os.
Não ingerir substâncias tóxicas significa respeitar o nosso próprio intelecto e ensina-nos a ser sábios e a ajudar os outros a manter um raciocínio coerente.
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A Perspetiva Budista Sobre Prática Espiritual
Refugiar-se na Joia Tríplice é a primeira tarefa para se tornar um budista. Se um estudante do budismo não participou de fato da cerimónia de refúgio na Joia Tríplice, mesmo oferecendo incenso e fazendo uma reverência, tal pessoa estaria apenas a expressar algum respeito e interesse pelo budismo e não pode ser considerada um verdadeiro seguidor budista. Da mesma forma, um aluno que não se matriculou nunca será nada mais do que um auditor. Ao refugiar-se na Joia Tríplice: o Buda, o Dharma e a Sangha, a pessoa demonstra para si mesma que praticará fielmente o Budismo, tornando-se um discípulo da Joia Tríplice que não acredita mais noutras religiões. Portanto, refugiar-se nas Três Joias indica que o objeto da sua fé foi determinado.
Continuar a ler “A Perspetiva Budista Sobre Prática Espiritual”A Perspetiva Budista do Tempo e do Espaço
O tempo viaja do passado para o presente; abrange o passado, o presente e o futuro. Da mesma forma, o espaço cobre centenas de reinos; espalha-se por todas as dez direções. Para a maioria dos seres conscientes, o tempo e o espaço são como o ato da respiração: respiramos cada momento ainda que não estejamos conscientes desta ação. Dependendo da nossa aparência individual, todos temos diferentes entendimentos sobre o tempo e o espaço.
Continuar a ler “A Perspetiva Budista do Tempo e do Espaço”16 de Abril – ESCUTAR A CHUVA
Na minha juventude,
Eu escutava a chuva do interior de um bordel;
À luz fraca da vela vermelha, a cama ocultava-a.
No meu tempo de auge,
Eu escutava a chuva num barco de passageiros;
O rio era amplo e as nuvens baixas,
Os gansos selvagens que estão perdidos grasnam no vento de Oeste.
Agora,
Eu escuto a chuva do interior de um mosteiro;
Os cabelos das minhas têmporas já estão cobertos de branco!
Os momentos de tristeza, alegria, separação,
e união na vida, são sempre cruéis;
Por isso, permite apenas que as gotas da chuva batam nos degraus,
até que rompa a madrugada.
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15 de Abril – EU SOU O BUDA
Ter sempre em mente a ideia de que, “Eu sou o Buda”, pode ser algo bastante útil nas relações interpessoais.
Quando eu estou a comunicar com os outros, recordo-me de que é o Buda quem está a falar os demais, por isso utilizo palavras sábias, compassivas e carinhosas de uma forma engenhosa.
Quando me é pedido para fazer uma palestra pública, recordo-me de que é o Buda quem se está a dirigir aos outros, por isso utilizo essa oportunidade para ensinar as pessoas de acordo com o seu nível de compreensão, sem que tenha medo.
Quando eu estou a ensinar os meus discípulos teimosos, recordo-me de que é o Buda quem os guia, por isso aconselho-os com paciência e bondade.
Quando eu estou a interagir com aqueles que são tímidos e fracos, recordo-me de que é o Buda quem está diante eles, por isso sou amável e tento dar-lhes confiança e esperança.
Apesar de sermos apenas seres comuns que estão ainda longe de alcançar a Iluminação, quando todos os nossos pensamentos se fazem acompanhar do Buda, é como se fossemos abençoados por ele, ganhando a sua força. Tal como diz o Sutra do Lótus, “Uma recitação do nome do Buda permite que todos alcancem o seu caminho.”
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14 de Abril – PINHA VERDE E FLORES
O bem é como a pinha, e o mal como a flor,
À partida o último poderá parecer algo menor;
Até ao dia em que os dois são ceifados pelo gelo,
Tudo o que resta é a pinha, não a flor.
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13 de Abril – GRANDE COMPAIXÃO
O Sutra da Contemplação do Buda da Vida Infinita diz, “[que] a Grande compaixão é o coração dos Budas. A compaixão incondicional é direcionada para ajudar os seres sencientes.” O bodhisattva preocupa-se com todos os seres sencientes sem fazer nenhuma distinção, quer sejam parte da sua família ou não.
Por esta razão, devemos aprender com todos os budas e bodhisattvas a expandir e a libertar o nosso amor das conceções cerradas que temos em relação ao amor próprio e ao amor exclusivo pela nossa família, ampliando-o para a nossa sociedade, o nosso país, e por fim, para o mundo. Por meio da compaixão, devemos expandir o espectro do amor, purificando-o com a sabedoria, ao mesmo tempo que respeitamos tudo o que amamos e fazendo sacrifícios para concretizar esse amor. Se for possível concretizar este amor e proximidade entre todas as pessoas, que dimensão espantosa teriam este mundo e universo!
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12 de Abril – TOLERÂNCIA
Cada contratempo que é experienciado significa
um aprimoramento do nosso conhecimento.
Cada adversidade que é tolerada significa
a emergência de uma maior magnanimidade.
Cada momento de calculação que é prevenido significa
um crescimento da nossa moralidade.
Cada compromisso que é realizado significa
uma vantagem adquirida.
Cada momento de indulgência que é despendido significa
um pouco de bênção consumada.
Cada ato de consideração significa
um progresso no nosso raciocínio.
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