13 de Setembro – CANÇÃO DE ZIYE

Como podemos escapar às tristezas e arrependimentos da vida?

Só eu estou consumido um amor sem fim.

Regresso ao meu velho país num sonho,

E quando acordo, as lágrimas correm pelos meus olhos.

Quem irá subir comigo à torre alta?

Para vislumbrar a bela vista de Outono que eu recordo desde há muito.

O passado tornou-se num vazio,

Como se tudo tivesse sido um sonho.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

12 de Setembro – A IMPORTÂNCIA DE OBSERVAR OS PRECEITOS

O ato de observar os preceitos permite experienciar uma liberdade verdadeira pois esta resulta da renúncia de magoar os outros. Ao tomar e cumprir os preceitos estamos a abster-nos de infringir os direitos dos outros e isto resulta na proteção de todas as vidas, riquezas, famílias e carreiras. Matar, roubar, ter condutas sexuais impróprias, mentir, e ingerir substâncias tóxicas, são coisas opostas aos preceitos; estas ações causam dano aos outros e também provocam a perda da nossa própria liberdade pois acabamos na cadeia. Por isso, ao observar-se os preceitos obtém-se os seguintes resultados:

1. Liberdade para todos,

para nós e para os outros.

2. Segurança para todos,

para nós e para os outros.

3. Felicidade para todos

para nós e para os outros.

4. Salubridade para todos,

para nós e para os outros.

5. Benefício para todos,

para nós e para os outros.

— retirado de Séries Sobre o Budismo Humanista 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

11 de Setembro – CAPÍTULO SOBRE O VIRTUOSO 

O “Honrado-pelo-Mundo” disse aos bhiksus, 

“Existem dois tipos de pessoas a quem é impossível retribuir os seus actos de virtude. Quem são estes dois? São o teu pai e a tua mãe. 

Oh bhiksus! Se houvesse alguém que carregasse o seu pai no seu ombro esquerdo, e a sua mãe no ombro direito, durante dez milhares de anos, fornecendo-lhes a roupa, as mantas, as bebidas, e os medicamentos, até ao ponto de os permitir defecar e urinar nos ombros, ainda assim isto não seria o suficiente para retribuir a bondade dos seus pais. 

Bhiksus, vocês têm de saber que a bondade dos nossos pais é tremenda. Eles embalaram, criaram, e protegeram-vos a todos os momentos, por todas as estações, só para que vocês pudessem ver a lua e o sol. Por meio destes termos, que se figuram apropriados, devemos saber que esta bondade é difícil recompensar. Por esta razão, Oh bhiksus, devemos apoiar os nossos pais, sendo constantemente filiais e zelosos a qualquer altura. ” 

— retirado de Os Discursos Graduais do Buda 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

10 de Setembro – A PRIMAVERA NO PAGODE DE JADE

Ao querer prometer um regresso à mesa do banquete;

As palavras engasgam-se em lágrimas, e são afogadas por uma bela e triste cara.

A obsessão com o amor é uma parte natural da vida;

O arrependimento nunca foi provocado pelo vento ou a lua.

Não necessitamos de outra canção antes de partir;

Uma única melodia basta para quebrar o nosso coração.

Há que terminar de olhar para as flores de Luoyang,

Antes de lançarmos uma despedida aérea à brisa da Primavera.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

9 de Setembro – GRANDE APRENDIZAGEM 

A “Grande Aprendizagem” ensina-nos a demonstrar uma virtude ilustre; a renovar o povo; e a basear-nos na mais alta das excelências. Ao sabermos aquilo em que nos devemos basear, o objeto a perseguir é então determinado; e, ao determinar-se, uma calma imperturbável poderá ser alcançada. A essa calma vai suceder-se um repouso tranquilo. Nesse repouso poderá haver uma deliberação ponderada, e a após essa deliberação, segue-se a obtenção do fim desejado. As coisas têm a sua raiz e as suas bifurcações. Os assuntos têm o seu fim e o seu começo. 

Conhecer aquilo que vem primeiro lugar e o que vem em último aproxima-nos do que é ensinado no “Grande Ensinamento”.

Os antigos que desejaram demonstrar a virtude ilustre pelo reino, primeiro decidiram organizar bem os seus próprios Estados. Ao desejar organizar bem os seus estados, regularam primeiro as suas famílias. Ao desejar regular as suas famílias, primeiro cultivaram as suas pessoas. Ao desejar cultivar bem as suas pessoas, primeiro retificaram os seus corações. Ao desejar retificar os seus corações, primeiro procuraram ser sinceros nos seus pensamentos. Ao desejar ser sinceros nos seus pensamentos, primeiro aumentaram quanto possível o seu conhecimento. Este aumento do conhecimento está baseado na investigação das coisas. Ao investigar-se as coisas, o conhecimento tornou-se completo. Ao completar-se o conhecimento, os seus pensamentos tornaram-se sinceros. Ao tornarem-se sinceros, os seus corações retificaram-se. Ao retificar-se os corações, as pessoas cultivaram-se. Ao cultivar as pessoas, as suas famílias ficaram reguladas. Ao regular-se as famílias, os estados foram governados corretamente. Ao governar-se corretamente os estados, o reino inteiro obteve a tranquilidade e a felicidade. 

Todos, desde o Filho do Céu até à massa do povo, têm de considerar a cultivação do indivíduo como a raiz de tudo. Não se pode dar o caso que quando uma raiz é negligenciada, aquilo que brotar dela se desenvolva corretamente. Uma coisa de grande importância jamais foi cuidada irresponsavelmente, ao mesmo tempo que uma coisa de pouca importância nunca foi cuidada com muito zelo.

“Fazer dos nossos pensamentos sinceros” significa não permitir o autoengano, tal como odiamos sinceramente um mau cheiro e adoramos aquilo que é belo. A isto chama-se disfrutar de nós mesmos. Por isso, o homem superior deve observar-se quando está sozinho.

— retirado de Grande Aprendizagem 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

Guia de Meditação, parte 2 – Ven. Mestre Miao Tan

I.               Introdução

Olá, na sessão passada, partilhei uma breve introdução no Guia da Meditação, e hoje, gostaria de vos preparar para como conduzir uma meditação bem sucedida.

Um antigo ditado diz: “São necessárias boas ferramentas para a execução bem sucedida de um trabalho.” Da mesma forma, se um praticante se quer sentar pacifica, confortavelmente e sem preocupação, é necessário preparar-se bem antes.

Continuar a ler “Guia de Meditação, parte 2 – Ven. Mestre Miao Tan”

8 de Setembro – CONFIANÇA (EXCERTO)

Antes de dizer alguma coisa, primeiro tem de existir confiança;

Como se pode tolerar a dissimulação e a mentira?

Falar pouco é preferível a falar muito;

Apenas o suficiente, sem adulação ou engano.

Ao testemunhar a virtude de outros, empenha-te em imitá-los de imediato;

Mesmo que sejam inalcançáveis, reduz essa distância gradualmente.

Ao testemunhar o demérito dos outros, empenha-te de seguida na introspecção;

Corrige os que já existem, e está atento aos que não.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

7 de Setembro – A RAPARIGA SEM UM TOSTÃO

Os belos tecidos de seda são tão valiosos como as pérolas,

Enquanto que os recheios baratos de algodão não se vendem.

Que sorte haver ainda a colcha de algodão da avó,

Ao acender a lâmpada, costuro e transformo-a numa roupa elegante.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

6 de Setembro – RETIRO DE MONTANHA

Que duração têm as vaidades desde os tempos passados?

As ondas da evanescência transbordam durante o dia inteiro;

As ruínas do Rei de Han estão cobertas pelas ervas de Outono,

E o palácio do Lorde Wu foi engolido pelas noites silenciosas.

Uma casa repleta de ouro, e ainda assim o coração ganancioso recusa-se a descansar,

Uma casa repleta de branco, e ainda assim é pomposa na sua aparência.

Quem é que sabe que o contentamento faz de nós um Buda,

E que o seu robe de lã está coberto com a fragrância dos néctares.

Pelos campos cobertos de orquídeas vermelhas e de gotas de humidade,

Arrasto os meus passos descontraidamente em direção ao pico de Oeste.

Permite à mente ser como o lótus, pura e isenta de sujidade,

Porquê deixar o corpo tornar-se num cadáver sujo e exausto?

Por estes caminhos, as nuvens e as árvores antigas erguem-se,

Destes picos cobertos de neve, os gorilas brancos uivam.

Apesar de não ser comparável à Terra das Pétalas de Pêssego,

Quando a Primavera chegar, cobrindo-nos com as mesmas pétalas,

O riacho será tão belo como esse local.

— retirado de Colecção Completa dos Poemas Tang

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