9 de Junho – COMO PLANEAR PARA A VIDA

Cada um de nós deve ter um plano para a sua vida. Confúcio uma vez disse, “Aos quinze, estava focado em aprender. Aos trinta, estava resoluto. Aos quarenta, não tinha dúvidas. Aos cinquenta, compreendia os decretos do Céu. Aos sessenta, os meus ouvidos tornaram-se num órgão obediente para a receção da verdade. Aos setenta, conseguia seguir os desejos do meu coração, sem transgredir aquilo que era correto.”

Da mesma forma, eu dividi a minha vida em oito fases, cada uma de dez anos, para “crescer, aprender, aprender com diferentes mestres, estudar literatura, estudar história, estudar filosofia, estudar ética, e estudar as doutrinas budistas”. No fundo, tudo na minha vida pode ser remetido para o Dharma, porque é apenas dentro deste “plano do Dharma, onde existe apenas uma única realidade,” onde a vida pode ganhar um significado perfeito e completo.

De facto, não existem planos definitivos para a vida; tudo tem as suas causas e condições. Contudo, há alturas em que não podemos deixar de fazer as nossas próprias escolhas. Os melhores planos para a vida envolvem uma consciência de si mesmo, a autoliberação, e o ato de beneficiar a vida dos outros. Para além disso, os planos mais significativos consistem em purificar as nossas emoções, investir bem o nosso dinheiro e conduzir-nos com virtude. Desta forma, as nossas vidas tornar-se-ão em algo de mais valioso e com substância.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

8 de Junho – INERENTEMENTE HUMANO

Aqueles que estudam o Caminho não reconhecem a verdade;

Tal como os de antigamente, só reconhecem o espírito.

Foi a origem do nascimento e da morte a uma infinitude de kalpas atrás;

As pessoas ignorantes são inerentemente humanas

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7 de Junho – CULTIVA OS MÉRITOS NOS TERRENOS DO TEU CORAÇÃO (EXCERTO)

Aqueles que guerreiam com outros inconscientemente perdem muitos amigos; aqueles que não guerreiam, normalmente ganham muitos. Fazer um bom amigo vale mais que cultivar um bom arrozal.

Este foi um conselho que o meu pai me deu durante os meus dias no ensino secundário. Tal como diz o antigo ditado, “Quando estamos à beira da destruição, a nação está destinada ao caos.” Por outras palavras, a origem do caos reside no conflito. Ao longo da história, houve muitos conflitos políticos e de fação, tendo sido causados pelo confronto para determinar um vencedor, e também pela fama e riqueza. No nosso dia a dia, as pessoas têm desavenças devido à inveja, criando atritos que eventualmente nos levam a infortúnios, sendo todos estes causados por conflitos.

O acto de guerrear contra outros destrói frequentemente a harmonia, mas a luta contra o nosso eu pode tornar-se numa motivação para manifestar o nosso potencial para alcançar o sucesso. O que o meu pai quis dizer com “aqueles que não lutam”, foi que devemos praticar a arte do autocultivo e de não lutar contra os demais.

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6 de Junho – O JURAMENTO ETERNO: LEITURA DOS “MURAIS DA PROTEÇÃO DA VIDA” DE ZIKAI (EXCERTO)

O conjunto dos “Murais da Proteção da Vida” está em cima da minha mesa. Com cada olhar, os meus olhos enchem-se de lágrimas, e com cada leitura, vêm ao de cima os sentimentos de ternura que habitam dentro de mim. O que comove o meu coração são aqueles cinquenta anos de altos e baixos descritos na obra desde o primeiro até ao sexto volume.

Por cinco décadas, metade da vida deste artista, ele dedicou os seus esforços à mesma ambição e à mesma promessa. Ele colecionou escrupulosamente os seus materiais, considerando ponderadamente, as pinturas e os versos poéticos que os deveriam acompanhar. Tudo isto foi para que pudesse cumprir com a sua promessa, “Enquanto eu estiver vivo, cumprirei com estas palavras.” Isto é oriundo do seu desejo de expressar a admiração e o respeito sentidos pelo professor que seguira desde os seus trinta e um anos até aos setenta e oito. Pensando bem, uma grande parte da sua vida foi dedicada ao cumprimento deste belo e eterno juramento. Já é um feito peculiar a ser realizado num tempo de paz e prosperidade, quanto mais durante os cinquenta anos vividos na China, bem cientes das dificuldades e turbulências que o país enfrentava nesse tempo.

O livro contém o derradeiro retrato que melhor ilustra um Budista e as suas intenções gentis e compassivas, sendo um trabalho que transmite ao mais alto nível, o entusiasmo e o coração inocente do artista. A série foi finalmente publicada e colocada nas mesas de muitos chineses – devendo também ser contabilizado como um milagre fabuloso, certo? De que outra maneira é que podíamos descrever os esforços destas pessoas? Eu acho que o mundo é algo que certamente não conseguimos compreender. Talvez a única solução seja a fé, acreditar que existe um poder que nos transcende e que tudo determina.

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5 de Junho – SELECÇÃO DE POEMAS DE WANG WEI

PENSANDO NOS MEUS IRMÃOS EM SHANDONG NO NONO DIA DO NONO MÊS

Um estranho sozinho numa terra desconhecida,

As saudades da família duplicam em cada dia festivo.

Sabendo que os meus irmãos ascendem alto desde longe,

Entre muitos faltará um ramo da árvore cornus que será o meu.

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4 de Junho – VERSOS DO TEMPLO III

SANTUÁRIO DO REI DEVA, TEMPLO PUTUO PUJI

Sempre cheio de alegria,

rindo-se dos insensatos deste mundo;

Uma barriga cheia de magnanimidade,

enfrentando todos os assuntos intoleráveis deste mundo.

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2 de Junho – PROTEGER A MENTE VERDADEIRA COM PACIÊNCIA

A minha mente é como a lua de Outono,

perfeitamente nítida e brilhante como o lago de esmeraldas.

Visto que nada se pode comparar a isto,

como poderei tornar tais pensamentos em palavras?

A raiva é o fogo da mente,

que queima a floresta dos méritos.

Se desejamos praticar o caminho do bodhisattva,

há que proteger a mente verdadeira com a paciência.

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31 de Maio – ROSAS OU ESPINHOS? 

Há muitas razões pelas quais a vida pode mudar. Por exemplo, o início ou fim de uma relação, as emoções e os efeitos causadas pelo que as pessoas nos dizem, a maneira como um assunto é encarado e valorizado, até um artigo ou poesia que lemos num livro pode afetar as nossas condições futuras e, consequentemente, fazer com que a órbita da nossa vida oscile de uma maneira que não imaginamos. 

As causas externas surgem e extinguem-se constantemente, sendo estas imprevisíveis. Contudo, a principal causa disso é a nossa mente. Quando somos provocados pelos Oito Ventos – benefício, decadência, difamação, fama, louvor, ridículo, sofrimento e alegria – será que somos capazes de permanecer calmos e compostos, e aprender até a apreciar aquilo que nos é amargo? Em vez de tentar mudar o nosso destino, é mais proveitoso fortalecer os nossos poderes interiores de concentração e reflexão para que construamos uma Terra Pura espiritual que está repleta com o piar melódico dos pássaros e a descontração perfeita. 

Sobre as terras do nosso destino, todos nós temos o direito de escolher. Preferem cultivar as rosas doces e fragrantes ou um conjunto de vinhas espinhosas? 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun