25 de Junho – DEZ RECOMENDAÇÕES ESSENCIAIS PARA AJUDAR OS OUTROS

1. Sê bom para os outros. 

2. Tem um coração gentil e honrado 

3. Ajuda os outros a concretizar os seus objetivos 

4. Encoraja os outros a praticar o bem 

5. Assiste os outros em casos de emergência 

6. Faz aquilo que for melhor para o bem comum 

7. Oferece a tua riqueza para cultivar o mérito 

8. Protege a justiça do Dharma 

9. Respeita os idosos 

10. Valoriza as tuas posses e a vida.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

24 de Junho – CARTA DE DESPEDIDA PARA A MINHA MÃE

Diz-se que todos os Budas que apareceram neste mundo receberam o seu corpo a partir dos seus pais. Todos os fenómenos que surgem estão dependentes do céu e da terra. Como tal, se não houvesse pais, ninguém nascia, e sem o céu e a terra, ninguém poderia crescer. Todos nós dependemos e sentimos gratidão por aqueles que cuidaram de nós e nos ensinaram coisas; e fomos todos protegidos e apoiados pelas suas virtudes. Todos os seres sencientes e todos os fenómenos são impermanentes, não estando à parte do nascimento e da morte. É difícil retribuir o sustento, o carinho profundo e o facto de termos sido criados com bondade. Mesmo que fossemos capazes de oferecer todo o tipo de objetos mundanos, ainda assim seríamos incapazes de retribuir toda essa bondade. Se uma pessoa alimentasse os seus pais com o seu próprio sangue, será que isso os manteria bem para sempre? O “Clássico da Piedade Filial” diz, “Mesmo que um filho providencie a carne de vaca, de carneiro e de porco, para alimentar os seus pais, ainda assim ele não seria um filho filial.” Os laços fortes conduzem ao renascimento perpétuo.

Não há maneira mais eficaz de retribuir esse amor e bondade que decidir abandonar com virtude e mérito a nossa vida caseira. Ao guiar os nossos pais através do ciclo de nascimento e de morte no rio dos afetos, e ao levá-los para além desse mar amargo das aflições, podemos pagar a nossa dívida que se estende por um milhar de vidas – podemos retribuir a gentileza de um dos nossos pais por dez milhares de kalpas. Entre todos aqueles que habitam os três planos de existência e que nos pagaram com as quatro bondades, nenhum deles ficará sem a sua recompensa. Os sutras dizem, “Quando uma criança deixa a vida caseira, um conjunto de nove parentes entrará no céu.”

Eu, Liangjie, renuncio o meu lugar na vida e faço o voto de não regressar a casa. Eu dedico aos meus sentidos e experiências durante kalpas infinitos para entender instantaneamente o prajna. Eu desejo que vocês, meus pais, consigam entender isto e que fiquem felizes ao deixar-me partir, sem se deixarem prender aos nossos laços. Espero que consigam aprender com o Rei Suddhodana e a Rainha Maya que, em outros tempos e noutros dias, foram ao encontro do Buda. Hoje, agora, despedimo-nos. Isto não significa que vos virei as costas ao não vos sustentar, mas o tempo não espera por ninguém. É por isso que se diz, “Se hoje ninguém está para ser libertado, então quando será?”. Espero que não pensem em mim.

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23 de Junho – DÁ SEMPRE LUGAR À BONDADE

Quando fores insultado deixa que a mente o tolere; e, pelo contrário, quando fores elogiado, sente a vergonha. Durante o percurso do cultivo espiritual, celebra este com alegria em vez de orgulho. Doma as mentes perversas e harmoniza uma assembleia dividida. Faz conhecer as boas acções dos outros em vez dos seus defeitos. Nunca fales daquilo que os outros têm vergonha e não exponhas os seus segredos a ninguém. Faz questão de retribuir totalmente até a mais pequena amabilidade. Mantém uma mente compassiva com aqueles que se ressentem contra ti. Considera todos os seres vivos como os teus próprios pais e prefere perder a tua vida a dizer uma mentira.

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22 de Junho – VERSO DO DHARMA SOBRE A RENÚNCIA

Em Fo Guang Shan, uma atmosfera rejubilante enche o ar;

Desde a sua inauguração, alcançou às pessoas de todos os locais.

As boas causas e as boas condições conduziram-nos a bons resultados,

Os jovens estão a glorificar o Budismo ao fazer parte desta fé.

O desejo de renunciarmos é o mais auspicioso,

Apesar de nos despedir da família e dos entes queridos, deixando a nossa casa,

Os oitos grupos de seres celestiais louvam-nos com uma voz unânime,

Pois a sabedoria que perseguimos contém uma vida que durará para toda a eternidade.

Com a cabeça rapada e o robe monástico vestido, parecemos realmente majestosos,

Está sempre consciente da prática da paciência e da disciplina.

Relembra-te constantemente do dever de propagar o Dharma a qualquer momento,

Impede as ambições iniciais de dominação através da hesitação e da dúvida.

Devemos permanecer consistentes na nossa conduta e costumes de um monástico,

Nunca fazer uma birra por temperamento ou cair num estado de desalento.

Sê diligente nas tuas tarefas em função do serviço pela Ordem,

Uma fragrância maravilhosa surgirá de uma mente humilde e respeitável.

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21 de Junho – PORQUE ESTÃO OS OUTROS DISPOSTOS A TRABALHAR CONTIGO?

1. És virtuoso: És verdadeiro com os outros, tratas as pessoas com gentileza e honestidade. És bondoso, reto, confiável, educado e ternurento. Quando os outros interagem contigo eles sentem o teu afeto e ficam relaxados.

2. És útil: Tens um valor prático para os outros.

3. Tens substância: Estar contigo é uma experiência reveladora pois permite aos outros pensarem “fora da caixa”. Não te sentes obrigado a fazer publicitar dos teus conhecimentos, nem acreditas em tudo o que vês ou ouves.

4. Tens capacidades: Escutas as ideias dos outros atentamente e és capaz de contribuir com opiniões valiosas.

5. És magnânimo: Reconheces completamente o valor dos outros e sabes valorizar o carácter único de cada um.

6. És interessante: Trazes alegria aos demais. Estar contigo não é enfadonho.

7. És sincero: Sabes criar amizades de uma forma genuína e por isso as tuas conexões invocam naturalmente respeito. Para além disso, demonstras uma positividade sem limites.

Não há necessidade de dizer tudo aquilo que sabes. Não acredites em tudo o que vês. Digere tudo o que ouves. Processa cada encontro que tens nesse preciso momento. Peneira e filtra os sedimentos; ao longo do tempo, as tuas energias e capacidades vão fortalecer-se e serão a origem de grandes coisas.

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19 de Junho – AS TRÊS COISAS PRECIOSAS

Eu tenho três coisas preciosas que estimo e tenho perto de mim. A primeira é a gentileza; a segunda é a economia; a terceira é a diminuição da minha procedência para com os outros. Com a gentileza eu posso ser corajoso; com a economia eu posso ser liberal; com a diminuição da minha precedência pelos outros, posso tornar-me num meio para demonstrar a mais alta honra.

Atualmente, eles desistem da gentileza e apenas querem ser corajosos; desistem da economia, e só querem ser liberais; desistem de ser os últimos, e colocam-se em primeiro lugar; de tudo isto, o fim é a morte. Decerto que a gentileza está para ser vitoriosa até no campo de batalha, e será firme para manter a sua posição. O céu salvará a quem o possui, pois é a sua própria gentileza que o protege.

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18 de Junho – AS QUATRO CATEGORIAS DE AMIGOS

Existem quatro tipos de amigos que têm de ser conhecidos: os que são como as flores, os que são como as balanças, os que são como as montanhas, e os que são como a terra.

Quais são os amigos que são como as flores? Aqueles que te usam em cima da cabeça quando floresces, e os que te mandam embora quando murchas. Eles aderem aos ricos e abandonam os pobres. São estes os amigos que são como as flores.

Quais são os amigos que são como as balanças? Aqueles que baixam a cabeça quando estão em frente a algo pesado, e os que a levantam quando o peso desaparece. Eles respeitam aqueles que têm peso e tornam-se arrogantes quando esse peso não está presente. São estes os amigos que são como as balanças.

Quais são os amigos que são como as montanhas? Aqueles que são como uma montanha de ouro onde os pássaros e outros animais se reúnem, sendo as suas penas um reflexo da sua glória. A sua altivez traz a glória e a sua riqueza dá alegrias aos demais. São estes os amigos que são como montanhas.

Quais são os amigos que são como a terra? Todas as colheitas e tesouros dependem deles para florescer. Eles nutrem e protegem todos os seres e, como tal, a sua grande gentileza é tremenda. São estes os amigos que são como a terra.

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17 de Junho – POBREZA E RIQUEZA

Segundo a perspetiva budista, não existe aquilo que se pode chamar, uma pessoa completamente empobrecida:

Pois aqueles que usam o seu tempo livre para ajudar os outros, não serão eles ricos em função do tempo que dispõem?

Para aqueles que são eloquentes e usam as palavras para louvar e encorajar os outros, não serão eles ricos em função da sua linguagem?

Para aqueles que sorriem para os outros e tratam as pessoas com alegria e respeito, não serão eles dotados de uma riqueza interior?

Para aqueles que assistem e servem os outros com a sua força, será que não serão eles ricos função do seu esforço?

A pobreza é a ganância e o descontentamento; aqueles que estão sempre dispostos a ajudar os outros serão sempre ricos de coração.

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