O que é budismo por email

De 22 a 24 de Junho irei enviar-te algumas dicas simples sobre o que é budismo, a sua origem e desenvolvimento e algumas práticas de desenvolvimento interessantes para ti, através do budismo.
Será sempre enviado um email por ti, a inscrição é gratuita.
Convido-te também a estares presente no dia 29 de Junho, na palestra do Mestre Hsin Ting.

Podes subscrever estes emails aqui…

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Mestre Hsin Ting em Palestra de estudos budistas 29 de Junho Faculdade de Letras.

Dia 29 de Junho às 19h00 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Mestre Hsin Ting dará uma Palestra de estudos budistas. A partir do Sutra do Coração, vamos falar sobre a prática do Budismo Humanista. A entrada é livre e és muito bem vindo. Podes ler mais sobre esta palestra aqui…

 

Mestre Hsin Ting em Palestra de estudos budistas 29 de Junho Faculdade de Letras

Dia 29 de Junho às 19h00 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Mestre Hsin Ting dará uma Palestra de estudos budistas. A partir do Sutra do Coração, vamos falar sobre a prática do Budismo Humanista.

Uma oportunidade única, a entrada é livre, és muito bem vindo.

Por favor, envia um email de confirmação para geralg2@ibps.pt

Hsing ting palestra

Foi assim o dia de meditação e workshop de cozinha vegetariana

Dia 6 de Junho realizamos um encontro na BLIA (Buddha’s Light International Association) para praticarmos meditação Ch’an, com 18 participantes. Tivemos ainda um momento de reflexão sobre os ensinamentos do Buda, através do capítulo 3 do Dhammapada – A Mente (Citta Vagga).

Terminamos com um pequeno workshop de cozinha vegetariana, chinesa, seguido de uma excelente refeição, com a comida preparada.

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Podem ver mais momentos deste nosso dia, no facebook do Templo, aqui…

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Em Setembro iremos retomar mais actividades de meditação, culinária, assim como o Dia de Prática Ch’an.

Às quintas-feiras, às 19h00 temos estudos budistas e meditação. Esta série de estudos terminará no final de Junho e retomaremos em Setembro.

workshop budismo e culinária vegetariana

A Mente – Citta vagga

O capítulo 3 do Dhammapada é dedicado à mente e chama-se Citta Vagga.

  1. A mente inconstante e vacilante, difícil de ser guardada, difícil de ser controlada – a pessoa sábia a endireita como o fabricante de flechas retifica uma flecha.
  2. Como um peixe que é tirado do seu domínio aquoso e lançado em terra, assim mesmo é que a mente vacila. Segue-se que o reino das paixões deve ser evitado.
  3. A mente é difícil de ser controlada, rápida, flutua onde quer que pouse: controlar isso é bom. Uma mente controlada conduz à felicidade.
  4. A mente é muito difícil de ser percebida, extremamente sutil, flutua onde quer que pouse. Que o sábio a controle; uma mente controlada conduz à felicidade.
  5. Viajando longe, perambulando longe, sem corpo, deitada numa caverna, está a mente. Aqueles que a dominam estão livres das ligaduras de Mara (a ilusão).
  6. Aquele cuja mente não é firme, aquele que não conhece a verdadeira doutrina, aquele cuja confiança balança – a sabedoria de tal pessoa nunca estará perfeita.
  7. Aquele cuja mente não está encharcada pela cobiça, aquele que não está afetado pelo ódio, aquele que transcendeu tanto o bem quanto o mal – para um tal vigilante não há medo.
  8. Percebendo que este corpo é tão frágil como um jarro, estabelecendo esta mente tão firmemente quanto uma cidadela fortificada, ele deve atacar Mara (a ilusão) com a sua arma de sabedoria. Ele deve guardar sua conquista e ser sem apegos.
  9. Antes de muito tempo esse corpo tombará ao chão, lançado fora, sem consciência, como um tronco inútil e queimado.
  10. Não importa que mal um inimigo faça ao outro, ou alguém que odeia faça a outro odiador, uma mente mal direcionada pode fazer mais mal ainda.
  11. O que nem mãe, nem pai, nem qualquer outro parente pode fazer, uma mente bem direcionada pode e com isso eleva a pessoa.

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Palestra de estudos budistas 29 de Junho Faculdade de Letras

Dia 29 de Junho às 19h00 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Mestre Hsin Ting dará uma Palestra de estudos budistas. A partir do Sutra do Coração, vamos falar sobre a prática do Budismo Humanista.

Uma oportunidade única, a entrada é livre, és muito bem vindo

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O nobre caminho óctuplo

O Nobre Caminho Óctuplo consiste em:

1. Compreensão Correta

Conhecer as Quatro Nobres Verdades de maneira a entender as coisas como elas realmente são.

2. Pensamento Correto

Desenvolver as nobres qualidades da bondade amorosa e da aversão a prejudicar os outros.

3. Palavra Correta

Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas.

4. Ação correta

Abster-se de matar, roubar e ter conduta sexual indevida.

5. Meio de Vida Correto

Evitar qualquer ocupação que prejudique os demais, tais como tráfico de drogas ou matança de animais.

6. Esforço Correto

Praticar autodisciplina para obter o controlo da mente, de maneira a evitar estados de mente maléficos e desenvolver estados de mente sãos.

7. Plena Atenção Correta

Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos.

8. Concentração Correta

Obter serenidade mental e sabedoria para compreender o significado integral das Quatro Nobres Verdades.

Aqueles que aceitam este Nobre Caminho como um estilo de vida viverão em perfeita paz, livres de desejos egoístas, rancor e crueldade. Estarão plenos do espírito de abnegação e bondade amorosa.

Sutra da Proteção Suprema, explicação pela Mestra Chueh Yun

Segunda-feira, 6 de Abril, a Mestra Chueh Yun estará no Templo de Lisboa da BLIA para comentar e explicar o Sutra da Proteção Suprema. Das 20h30 às 22h
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ENTRADA LIVRE e aberta a todos.
Confirmações para o email joaocsmagalhaes@gmail.com ou pelo evento no Facebook.
BLIA – Associação Internacional Buddha´s Light de Lisboa
Rua Centieira, nº 35
1800-056 Lisboa Portugal

A vacuidade – próximo tema do grupo de estudos budista

“Vacuidade” é um termo muito especial no budismo. Significa “destituído de aspeto permanente, definitivo ou absoluto”. O Buda ensinou que tudo o que existe no universo dos fenómenos é vazio. Não há nada permanente, definitivo ou absoluto. Nada é essencialmente estável. É importante captar a ideia de vacuidade, assim como a de impermanência, para entender os ensinamentos do Buda.

No dia 12 de Março, pelas 19h teremos mais uma sessão do estudo de Budismo Puro e Simples. Desta vez, vamos abordar a Vacuidade.
O nosso programa será das 19h às 19h30 reflexão sobre a vacuidade, das 19h30 às 20h00 meditação Chan.

As inscrições são para o email: geralg2@ibps.pt

Atividades e cerimónias budistas em Março

Dia 5 de Março vamos iniciar o estudo do livro do Grande Mestre Hsing Yun –  Budismo Puro e Simples – Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres. Ver mais aqui…
Rua da Centieira 35, metro: Cabo ruivo

Cerimónias budistas no templo

01.03  Domingo  16:30 a 18:00  Sutra de Buda de Medicina e ensinamento da Mestra (17:30 a 18:00)
05.03 Quinta Feira  7;30 a 8;30  oferenda lamparina á Buda
08.03  domingo 16:30 a 18:00 recitação de Sutra de Diamante e ensinamento da Mestra (17:30 a 18:00)
20.03 Sexta feira 7;30 a 8;30  oferenda lamparina á Buda
28 e 29 de Março Sábado e Domingo  horário a comunicar, todo o dia, cerimónia salvação de antepassados e todos os seres

Elementos de existência

Os elementos da existência (dharmas) são aparências momentâneas, vislumbres momentâneos do mundo fenoménico provenientes de uma fonte desconhecida. Tal como são separados, digamos assim, em extensão, não estando interligados por nenhuma substância que tudo permeia, estão também separados em profundidade e em duração, uma vez que prevalecem apenas por um momento (kşana). Desaparecem assim que aparecem, para serem seguidos no momento seguinte por outra existência momentânea. Assim, um momento torna-se sinónimo de um elemento (dharma), dois momentos são dois elementos distintos. Um elemento torna-se, então, algo com um ponto no espaço-tempo. … Consequentemente, os elementos não mudam, mas desaparecem, o mundo torna-se uma sala de cinema. O desaparecimento é a própria essência da existência; o que não desaparece não existe. Uma causa para os Budistas não é uma causa real mas um momento precedente, o qual da mesma forma surgiu do nada para desaparecer no nada.

(Stcherbatsky, 1956)

Fonte: The Buddhist Unconscious – The ālaya-vijñāna in the context of Indian Buddhist thought – William S. Waldron

Dharmas são os tijolos do mundo de fenómenos em que prevalecemos temporariamente em permanente mudança. De facto, todo o mundo de fenómenos é construído nestes tijolos momentâneos que surgem do nada e se desvanecem em nada para dar lugar a outro dharma.

A duração da nossa vida ilusória não é mais que o somatório de dharmas sucessivos e concomitantes que surgem e desaparecem numa sucessão que não nos é percetível. Mudamos a cada momento, alterando as características físicas e psicológicas (ālaya) a cada instante. Amanhã acordaremos e não somos o mesmo que eramos ontem. Essa entidade desapareceu no nada para sempre, restando apenas a memória de algo que fomos e de acontecimentos que fabricámos na nossa mente. Um dharma ou dharmas concomitantes não são, assim, a causa de outro(s) dharma(s) mas apenas estabelecem as condições em que esse(s) dharma(s) se manifestará(ão), estabelecendo uma corrente espácio-temporal na qual existimos – e os fenómenos – enquanto as causas e condições não se alterem significativamente e nos façam desintegrar nos triliões de dharmas  que condicionam e sustentam a nossa existência neste plano.

A conclusão lógica é que somos vazios de existência intrínseca. Somos apenas uma manifestação momentânea e karmicamente condicionada de um conjunto de dharmas evanescentes. Escrevo estas linhas e por cada letra que escrevo já não sou o mesmo que escreveu a anterior. Mudo permanentemente assumindo nova existência a cada momento.

Apenas numa coisa sou perene e permanente: na minha mente primordial, a mente búdica. Acredito nisto mas não o vejo. Obscurecimentos acumulados por milhões de existências e tendências habituais profundamente instaladas na minha corrente mental não me deixam ver. Que pena! A budeidade deve ser algo de maravilhoso.