A Joia Tríplice – um ebook

Como resposta às necessidades dos iniciantes do caminho budista, este livrinho oferece uma explicação da Joia Tríplice, explorando o significado de tomar refúgio na Joia Tríplice, também chamado o Refúgio da Joia Tríplice. O conteúdo deste livrinho serve de portal ao Budismo Humanista.

Refugiarmo-nos na Joia Tríplice é uma das atividades mais significativas que podemos realizar na vida – algo verdadeiramente gratificante e louvável. Muitos consideram que a maior vantagem que podemos ter na vida é a fama e a fortuna, incluindo todo o dinheiro e riqueza que estas fornecem. Na verdade, todas as vantagens do mundo juntas são bem inferiores à vantagem de tomar refúgio na Joia Tríplice, bem como de empreender e observar os Cinco Preceitos, que são explicados no livrinho “Os Cinco Preceitos”, que acompanha a presente obra.

Tomar refúgio na Joia Tríplice é o primeiro passo para uma pessoa se tornar numa seguidora do Budismo, isto é, para aprender e praticar o Budismo. O Buda, o Dharma e a Sangha – referidos como a Joia Tríplice – são o foco de fé para todos os seguidores budistas. O Buda, o Dharma e a Sangha são considerados a nobre riqueza que transcende todas a formas terrenas. O Buda é como a luz do sol que pode amadurecer e aperfeiçoar os seres vivos, pois o Buda é o professor deste mundo; o Dharma é como água que consegue cultivar os seres vivos, pois o Dharma é a verdade da vida; e a Sangha é como um campo que pode cultivar a riqueza do mérito Dharma para o crente, pois a Sangha é a comunidade de amigos espirituais que sustêm o Dharma. A importância da Joia Tríplice é comparável à luz do sol, à água e ao solo, pois nenhum destes pode escassear. A vida da sabedoria é plantada através do refúgio na Joia Tríplice. Empreender o Refúgio da Joia Tríplice permite-nos elevar o mundo espiritual da nossa mente e transcender os limites da vida mundana.

O mérito de tomar refúgio na Joia Tríplice é ilimitado e imensurável. Não tomar refúgio decerto priva-nos da oportunidade de gozar o mérito- a bênção do Dharma e karma saudável- obtido a partir desta ação. É muito comum exprimir hesitação e dúvida antes de solicitar o refúgio na Joia Tríplice. “Sou qualificado para me refugiar na Joia Tríplice?” é uma pergunta feita frequentemente por aqueles que estão a tomar em consideração tomar refúgio. No entanto, não há motivo para preocupação. Pedir o refúgio na Joia Tríplice pode oferecer uma grande variedade de benefícios sem prejudicar. Tomar refúgio na Joia Tríplice consiste em a pessoa estabelecer a própria fé. Se, por alguma razão, mudarem de ideias e não acreditarem mais no Budismo, chegando até a se converterem a outra religião, na pior das hipóteses podem perder credibilidade, mas não acumularão karma negativo

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Budismo e Arquitetura – um ebook

A arquitetura é uma arte de criatividade profunda. A Cidade Proibida e as Cavernas Dunhuang na China, conhecidas mundialmente, as Cavernas Ajanta e o Taj Mahal na Índia, as Grandes Pirâmides do Egito, o Louvre na França e o impressionante Panteão grego são obras-primas arquiteturais que representam algumas das maiores realizações artísticas do mundo. Muitas vezes, é no desígnio e na intenção de uma estrutura que se baseia a arte que esta contém e que a rodeia. Por isso, encontramos frequentemente pinturas, esculturas e paisagismo igualmente impressionantes em torno de uma criação arquitetural. Assim, podemos dizer que a arquitetura é a “mãe da arte”.

A arquitetura é uma representação visual da cultura. Através da arquitetura, podemos entender o ambiente, o clima, as prioridades sociais, a dinâmica da interação humana, os costumes, as religiões e os hábitos de vida de uma determinada cultura, bem como as relações entre estas qualidades. Por exemplo, o povo do Antigo Egito valorizava a vida eterna, e muitas pessoas dedicavam as suas vidas inteiras a construir um sítio para o seu espírito após a morte. Daí nasceu a forma de arte das pirâmides, que serviam de túmulos elaborados. Na China, à medida que os senhores da guerra lutavam pela supremacia de geração a geração, as revoltas internas e as invasões eram perpétuas. Em resposta à ameaça de perigo constante, foi construída a Muralha da China. Fossos protetores foram cavados na periferia de certas cidades a fim de impedir possíveis invasores de entrar. Em países como a Grécia, a Itália e a Espanha, os telhados são construídos em ângulos íngremes e inclinados para os impedir de colapsar sob o peso da neve pesada e da chuva. Num local como o Egito, onde chove muito pouco, os telhados rasos são populares.

Na China, cujo território é bastante extenso, tanto a arquitetura do norte como do sul tem especialidades únicas. No norte gélido, onde o tempo frio pode ser muito agressivo, a cama-fogão é uma necessidade arquitetural. No sul confortável, onde o tempo é muito mais quente, a arquitetura geral inclui pavilhões abertos, terraços, torres e jardins de flores com caminhos. Flores e árvores são tipicamente plantadas para fornecer o conforto da sombra e do ar fresco. Uma característica tradicional de ambas as regiões é o estilo horizontal de arquitetura, que consiste em edifícios e casas que se espalham pela terra fora. Isto é muito diferente da maioria da arquitetura ocidental, que tende a se desenvolver na vertical a fim de poupar espaço.

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Um mês de estudo de budismo – Os Cinco Preceitos

A cada semana podes dedicar-te à reflexão individual e também conjunta sobre cada um dos preceitos. Seguindo o livro “Cinco Preceitos“, do Venerável Mestre Hsing Yun, poderás encontrar uma profundidade de reflexão que se encaixa nas várias questões práticas da nossa vida, algo que é típico no Budismo Humanista, um budismo para a nossa vida diária.

1ª Semana – “Algumas questões abordadas” – da p.8 até p.19. Aqui reflete-se sobre os Cinco Preceitos e a liberdade, autocontrolo, ser vegetariano, a retribuição kármica, a morte não intencional, o arrependimento, os benefícios do código moral budista e além dos cinco preceitos.

2ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Primeiro preceito – p.20 à p.24

3ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Segundo preceito – p.25 à p.26

4ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Terceiro preceito – p.27 à p.28

5ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Quarto preceito – p.29 à p.30

7ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Quinto preceito – p.31 à p.35

8ª Semana – “Liberdade do Coração” – Uma reflexão sobre os cinco preceitos e o refúgio na joia tríplice – p.36 à p.40

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A vida do Buda em linguagem gestual – Lição 1

No Brasil existem mais de 10 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar. Mas na maioria das vezes, o intérprete de Libras necessita acompanhar uma narrativa falada em tempo real, o que nem sempre é fácil. A história do Buda, produzida pelo Templo Zu Lai, foi elaborada exclusivamente para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, onde além do uso da Libras, a narrativa é feita de forma mais lenta, auxiliando também aos que recorrem a leitura labial. Esta série é escrita e apresentada pelo Mestre Hui Li e conta com a inestimável colaboração de Juliana Lara, na tradução para Libras. Omituofo.

Mosteiro Fo Guang Shan – Templo Zu Lai

Seis perspectivas para resolver preocupações – um ensinamento pelo mestre Hsing Ting

Na nossa vida diária, o que fará com que surjam pensamentos ilusórios com mais facilidade?

Talvez já tenhas ouvido falar sobre a famosa escultura conhecida como “Os Três Macacos Sábios” no Santuário Nikko Tosho-gu no Japão. Um macaco tapa os ouvidos, outro os olhos e o outro macaco a boca. A alusão aqui é que não devemos ser descuidados ao falar, ouvir ou olhar, porque os nossos olhos, ouvidos e boca são os meios mais fáceis de dar origem a pensamentos iludidos!

Assim, durante o curso de libertação dos seres sencientes, os bodhisattvas são incapazes de “não ver, não ouvir” no aqui e agora dos seis órgãos dos sentidos que entram em contato com os seis campos dos sentidos; a mente é muito clara sobre “não vejas o mal, não ouças o mal, não fales o mal e não faças o mal”. Isso é o que o confucionismo chamou de “decoro” e o budismo, “preceitos”; cultivo é administrar bem os seis órgãos dos sentidos.

Portanto, os sutras dizem-nos para: “guarda com firmeza os portões dos órgãos dos sentidos.” O significado é cuidar, cuidadosamente, dos olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente, não permitindo que entrem em contato com ambientes de fortes tentações. Além disso, precisamos valorizar a moderação na comida e na bebida, sabendo o limite da nossa ingestão e não dando origem à ganância ou à raiva. Sê diligente na prática do ioga do sono, contemplando a luz brilhante quando dormes e permanece no entendimento correto, mantendo elevada consciência em todos os momentos e em todos os lugares. Como tal, seremos capazes de ter força para cessar os pensamentos delirantes.

Assim eu ouvi: Certa vez, o Buda estava hospedado na Aldeia dos Domadores de Bois, dos Kurus.

Em seguida, o Honrado Pelo Mundo dirigiu-se ao bhiksus: “Eu agora discursarei o Dharma para vocês. O conteúdo será excelente do começo ao fim; do início, meio e fim. Significado saudável, essência saudável; puro e realizado, as práticas puras das quais são imaculadas e verdadeiras. Ouçam com atenção! Contemplem bem! Isto é chamado de ‘ensino sobre causas, condições e escravidão.’

Por que acham que é chamado de “o ensino sobre as causas, condições e escravidão?” Os olhos têm causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e cativeiro dos olhos? Eles são as causas kármicas baseadas no olho, as condições kármicas e a escravidão kármica. Karma tem causas, condições e escravidão. Quais são as condições, causas e escravidão do karma? Eles são as causas, condições e escravidão do desejo kármico. O desejo tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do desejo? Eles são as causas, condições e escravidão do desejo devido à ignorância. A ignorância tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão da ignorância? Elas são as causas, condições e escravidão da ignorância devido ao pensamento incorreto. O pensamento incorreto tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do pensamento incorreto? Elas são os olhos e a forma que produzem pensamentos incorretos devido à ilusão e ignorância.

Devido às condições dos olhos e da forma, dando origem a pensamentos incorretos dentro da ilusão. Aqueles que estão iludidos são afligidos pela ignorância. Por meio da ilusão, eles procuram desejos e isso é chamado de avidez. O que é gerado por meio do desejo é chamado de karma. Como tal, bhiksus! O pensamento incorreto é a causa do apego ao desejo. A ignorância é a causa do desejo e o desejo é a causa do karma. Os olhos são a causa do karma. Orelhas, nariz, língua, corpo e mente também são mencionados como tais. Estes são chamados de ensino sobre causas, condições e escravidão. ”

Depois do Buda dizer estas palavras, os bhiksus ficaram maravilhados ao ouvir as palavras do Buda e receberam fielmente esse ensinamento e prática.

~ Do fascículo 334 dos Discursos Conectados.

O Buda disse ao bhiksus: “Então, qual é o Sutta ‘Causas, Condições e Servidão?’ São os olhos que têm causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e cativeiro dos olhos? Eles são karma físico e verbal que são as causas, condições e escravidão dos olhos e o karma físico e verbal também tem causas, condições e escravidão.

Quais são as causas, condições e escravidão do karma? Eles desejam. O desejo é a causa, as condições e a escravidão do karma. O desejo tem as suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do desejo? Eles são ignorância. A ignorância é a causa, as condições e a escravidão do desejo. A ignorância tem as suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão da ignorância? Eles são pensamentos incorretos. O pensamento incorreto é a causa, as condições e a escravidão da ignorância. O pensamento incorreto tem suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do pensamento incorreto? Eles são os olhos que veem a forma, dando origem a pensamentos incorretos, resultando em ignorância.

Devido aos olhos verem a forma e darem origem a pensamentos incorretos, surge a ignorância; ignorância é ilusão. Da ilusão à busca de desejos gananciosos, é chamado de “desejo”. As ações resultantes do desejo são conhecidas como “karma”. Bhiksus! O pensamento incorreto é a causa que dá origem à ignorância, a ignorância é a causa do desejo; o desejo é a causa que dá origem ao karma e o karma é a causa que dá origem aos olhos; ouvidos, nariz, língua, corpo e mente também são assim.

Em suma, toda a ignorância e preocupações são resultados da interação entre os seis órgãos dos sentidos e os seis objetos dos sentidos, dando origem ao pensamento delirante. Consequentemente, no cultivo, devemos proteger firmemente os nossos órgãos dos sentidos e não nos devemos agarrar às condições externas casualmente. Então, podemos reduzir as nossas preocupações. Como se costuma dizer: “Um assunto a menos é melhor do que ter mais um assunto.”

Hsin Ting, Calm Mind, Perfect Ease. Los Angeles: Buddha’s Light Publications, 2019.

Leituras futuras sugeridas
Hsin Ting, Meditation and Wisdom. Los Angeles: Buddha’s Light Publications, 2016.

Os Dezoito Arhats, um ebook

Durante o seu tempo na terra, Buda teve milhares e milhares de discípulos. Entre os monges, os monásticos totalmente ordenados do sexo masculino, mais de duzentos e cinquenta tornaram-se “arhats”, praticantes que alcançaram a iluminação e a libertação. Entre os arhats, há dois grupos que se tornaram particularmente bem conhecidos: os “dez grandes discípulos” e os “dezoito arhats”.

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Ver Claramente – um ebook

A maioria de nós tem uma ideia do que constitui o espaço fora de nós – é o ambiente em que vivemos. Isso inclui a casa em que vivemos, a cidade em que vivemos ou até o mundo onde vivemos. Precisamos administrar o espaço fora de nós. Por exemplo, se desejamos viajar, precisamos saber que rota usar, que tipo de transporte precisamos, quanto tempo é necessário, o que precisamos levar para a viagem e que potenciais problemas podemos encontrar ao longo da viagem ou caminho. Se planearmos com antecedência, é provável que tenhamos uma viagem maravilhosa. Viagens mais longas, como viajar à volta do mundo ou para o espaço sideral, exigem um planeamento muito mais extenso, mas as considerações são praticamente as mesmas. Se nos esforçarmos para planear e entender, teremos uma boa oportunidade de gerir o espaço fora de nós.

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