14 de Abril – PINHA VERDE E FLORES 

O bem é como a pinha, e o mal como a flor, 

À partida o último poderá parecer algo menor; 

Até ao dia em que os dois são ceifados pelo gelo, 

Tudo o que resta é a pinha, não a flor. 

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13 de Abril – GRANDE COMPAIXÃO

O Sutra da Contemplação do Buda da Vida Infinita diz, “[que] a Grande compaixão é o coração dos Budas. A compaixão incondicional é direcionada para ajudar os seres sencientes.” O bodhisattva preocupa-se com todos os seres sencientes sem fazer nenhuma distinção, quer sejam parte da sua família ou não. 

Por esta razão, devemos aprender com todos os budas e bodhisattvas a expandir e a libertar o nosso amor das conceções cerradas que temos em relação ao amor próprio e ao amor exclusivo pela nossa família, ampliando-o para a nossa sociedade, o nosso país, e por fim, para o mundo. Por meio da compaixão, devemos expandir o espectro do amor, purificando-o com a sabedoria, ao mesmo tempo que respeitamos tudo o que amamos e fazendo sacrifícios para concretizar esse amor. Se for possível concretizar este amor e proximidade entre todas as pessoas, que dimensão espantosa teriam este mundo e universo! 

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12 de Abril – TOLERÂNCIA 

Cada contratempo que é experienciado significa 

um aprimoramento do nosso conhecimento. 

Cada adversidade que é tolerada significa 

a emergência de uma maior magnanimidade. 

Cada momento de calculação que é prevenido significa 

um crescimento da nossa moralidade. 

Cada compromisso que é realizado significa 

uma vantagem adquirida. 

Cada momento de indulgência que é despendido significa 

um pouco de bênção consumada. 

Cada ato de consideração significa 

um progresso no nosso raciocínio. 

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11 de Abril – ATRAVESSAR O MAR LINGDING

Recordo-me das adversidades e dos tempos difíceis

da minha juventude;

Os conflitos, apesar de dispersos,

duram já por quatro ciclos astrológicos.

As montanhas e os rios estão partidos em pedaços

e são assoprados pelo vento;

O corpo é levado como a chuva leva as lentilhas-d’água.

As costas de Huangkong apontam ao medo,

O Mar Lingding suspira com solidão.

Desde o inicio, quem ainda não faleceu?

Permitam-me deixar um coração leal para que brilhe para a história.

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10 de Abril – DOUTRINA DO MEIO 

Quando vamos caminhar uma distância, 

primeiro há que atravessar o espaço que está próximo. 

Quando ascendemos em altura, 

primeiro há que começar do nível mais baixo. 

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9 de Abril – TRANSMISSÃO 

Quando caminho junto a dois, 

Eles podem servir como meus professores. 

Selecionarei as suas boas qualidades e segui-las-ei, 

As suas más qualidades evitá-las-ei. 

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8 de Abril – EMPREGAR OS HOMENS CAPAZES (EXCERTO) 

O reflexo de um espelho de bronze permite-nos ajeitar as nossas vestes; o reflexo do passado permite-nos testemunhar a ascensão e a queda dos soberanos; e o reflexo das outras pessoas permite-nos compreender o significado do sucesso e do fracasso. Eu, o imperador, faço constantemente estas três reflexões para evitar algum engano. 

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7 de Abril – ONDE EXISTE O DHARMA, EXISTE UM CAMINHO 

O que é o Dharma? 

A causa, o efeito e a retribuição são o Dharma. Os sabores amargo, doce, azedo, e picante são o Dharma. A compaixão, a gentileza, a alegria e a equanimidade são o Dharma. Beneficiar os outros e o mundo é o Dharma. A tolerância e o altruísmo são o Dharma. A pratica proactiva das boas ações é o Dharma. 

O Nobre Caminho Óctuplo é o Dharma. Os Seis Pontos de Harmonia Reverente são o Dharma. Os Sete Fatores da Iluminação são o Dharma. As três emancipações são o Dharma. Todas as boas ações e os afazeres deste mundo são o Dharma! Verdadeiramente, onde existe o Dharma, existe um caminho. 

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6 de Abril – MADRUGADA DE PRIMAVERA 

Na Primavera eu durmo, inconsciente da madrugada, 

Por todo o lado, eu ouço pássaros a piar. 

À noite vem o som do vento e da chuva, 

Quantas pétalas caíram? Quem sabe? 

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5 de Abril – INSCRIÇÕES DE UM QUARTO HUMILDE 

A montanha não ganha o seu renome pela sua altura 
mas sim pelos seres celestiais que lá habitam; 
Uma nascente não é encantada pela sua água profunda 
mas sim pelo dragão que lá habita. 

E assim se passa com o quarto humilde que é permeado com a fragrância da minha virtude. Vestígios de musgo verde sobem silenciosamente pelos degraus, enquanto que as cores da erva verdejante infiltra-se pelas persianas. Entre os meus convidados conversadores estão os académicos doutos; nenhum deles é um comum que entra e sai. Sem a distração dos ruídos provindos da música dos banquetes, nem do laborioso processar dos documentos de Estado, tudo o que me resta é afinar a minha simples cítara ou ler dos textos dourados. Em comparação com a cabana de Zhuge Liang em Nanyang, e o pagode de Zi Yun em Xishu, tal como Confúcio uma vez disse, “E de que maneira é que alguma vez se pode ser humilde?” 

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