26 de Março – MENTE 

A mente é como o vento, que não pode ser agarrado; 

A mente é como a água, que ora surge ora cessa, desobediente; 

A mente é como a chama, que é produzida por uma miríade de condições; 

A mente é como o vazio, onde as impurezas são impermanentes. 

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25 de Março – O PRAZER DA LEITURA PELOS QUATRO PERÍODOS 

Montanhas cénicas brilham sobre as vedações 
enquanto que a água rodeia os corredores; 
Após regressar das orações para a chuva 
recito poemas enquanto me banho 
na fragrância da brisa da Primavera. 
Os pássaros que pousam em cima dos ramos também são amigos; 
enquanto que as flores caídas na água 
são todas obras literárias. 
Não desperdices os bons momentos da vida 
ou a juventude esvanecer-se-á na velhice; 
A única coisa boa na vida é ler. 
Como é experienciada a alegria da leitura? 
É como se a relva verde ainda por cortar 
preenchesse o cenário da tua janela. 

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24 de Março – O CULTIVO DAS HUMANIDADES 

Para cultivar uma disposição de elegância, primeiro devemos aprender a obter um repouso em tranquilidade. Na “Grande Aprendizagem”, é dado àquele que pode ser considerado, o parecer mais penetrante a este respeito: 

O parar permite a concentração, 

que dá origem à tranquilidade. 

Da tranquilidade, a paz surge, 

que permite a reflexão cuidada 

que levará derradeiramente à iluminação. 

Hoje em dia, as pessoas dão demasiada importância aos resultados imediatos, querendo amaestrar a língua inglesa em sete dias, ou tornar-se milionários em meio ano. Tudo se resume a “quanto mais cedo, melhor”. 

Como é possível neste mundo nutrirmos uma sensibilidade para a arte ou para a apreciação da beleza se apenas despendemos um pouco do nosso tempo? Zhu Guangqian disse uma vez, “O mundo da estética é puramente abstrato. Para apreciar a arte é preciso mudar de um mundo prático para um mundo contemplativo. Por outras palavras, para um mundo isento de interesses pessoais. Realmente, como é que é suposto apreciar algo com uma mente tranquila se tudo está dependente do interesse pessoal? É por esta razão que cada um de nós deve possuir algo no seu interior que transcende os interesses pessoais e a expectativa de receber algo em troca. Desta maneira, seremos capazes de nos descobrir a nós próprios através de uma perspetiva diferente, e assim, encontrarmo-nos nesse repouso em tranquilidade.” 

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23 de Março – TANG JU CONVENCE O LORDE XINLING (EXCERTO) 

O lorde Xinling matou o general Jin Bi, salvou a cidade de Handan, derrotou o exército de Qin e salvou a estátua de Zhao. 

Antes do Rei de Zhao chegar ao campo para o receber em pessoa, Tang Ju disse a Lorde Xinlin, “Eu, teu súbdito, ouvi o seguinte ditado: 

Há coisas que não se podem saber, 

e há aquelas que têm de se saber. 

Há coisas que não podem ser esquecidas, 

e há aquelas que devemos esquecer.” 

O lorde Xinling perguntou, “Porquê?” 

Ele respondeu, “Se os outros me detestam, isso deve ser sabido. Se eu detesto os outros, isso não se pode saber. Se os outros me fazem um favor, isso não pode ser esquecido. Se eu fizer um favor a outros, isso deve-se esquecer.” 

“Hoje, o meu senhor, matou Jin Bin, salvou Handan, derrotou o exército de Qin, e salvou o estado de Zhao, de facto, foi prestado um grande serviço. Agora, o Rei de Zhao veio para o campo para lhe dar as boas vindas pessoalmente. Assim que se encontrar com o Rei de Zhao, eu, seu súbdito, espero sinceramente que, o meu senhor, o esqueça.” 

Ao que lorde Xiling disse, “Indubitavelmente, recebo com respeito os teus ensinamentos.” 

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22 de Março – GATHA SEM FORMA 

Com uma mente equilibrada, 

de que adianta cumprir os preceitos? 

Com uma prática reta, 

porquê meditar? 

Para ser grato, sê filial com os teus pais. 

Para ser justo, tem simpatia pelos outros, 

sejam grandes ou pequenos. 

Para produzir para os outros, quer sejas honorável ou desprezível, vive em harmonia. 

Para ser tolerante, não fales das transgressões dos outros. 

Se o fogo puder ser produzido ao furar a madeira, 

Certamente que o lótus vermelho emergirá da lama. 

O que tem um sabor amargo é uma cura eficaz. 

O que apraz o ouvido é um conselho honesto. 

Corrige os teus erros e dá origem à sabedoria, 

Defende as tuas insuficiências e faltar-te-á a mente de um sábio. 

Dia-a-dia, pratica constantemente beneficiar os outros, 

Alcançar a Iluminação não depende de dar a esmola. 

Bodhi é encontrado no interior da mente. 

O que adianta procurar pelo extraordinário lá fora? 

Ouve aquilo que acabei de dizer e aplica-o 

O Oeste está diante os teus olhos. 

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21 de Março – VERSE DO ANOITECER 

Os riachos balbuciantes são a língua ampla e longa; 
As montanhas cénicas nada mais que o puro corpo. 
O anoitecer traz consigo oitenta e quatro mil gathas, 
Nos dias vindouros, como apresentá-los aos demais? 

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20 de Março – ANCIÃO DE QUATRO ANOS DE IDADE

Um dia, um jovem viu um ancião. Ele estava curioso e perguntou, “Senhor, pode dizer-me que idade tem?” 

Com um sorriso, o ancião respondeu, “Oh! Eu tenho quatro anos.” 

Ao que parece, o ancião já estava nos seus oitenta, mas só há quatro anos é que descobriu o Budismo por acaso e com isso, o verdadeiro significado da vida. Muitas pessoas desejam a longevidade, mas raramente consideram as suas ambições na vida. O Tratado sobre a Escritura para Adornar o Grande Veículo diz, “É difícil nascer como um humano; e também é difícil cultivar a fé. É difícil que o dinheiro e as posses valiosas tragam por si o contentamento; também é difícil encontrarmos um campo de méritos outra vez.” Tendo escutado qual o Caminho na manhã, poderemos morrer em contentamento à tarde! 

Ser um ancião de quatro anos de idade não é lamentável. Aquilo que é lamentável é falar do ilusório num sonho e assumir que o falso é real, tal como a perplexidade de Zhuang Zhou em sonhar que ele era uma borboleta sem saber que ele era Zhou. 

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18 de Março – AMOR PELO LÓTUS (EXCERTO) 

Eu adoro como os lótus conseguem crescer a partir da lama sem sujidade alguma; a forma como dançam através das ondulações cristalinas sem nenhum sentido de tentação. Os seus caules são ocos, não obstante, hirtos, e florescem de uma maneira liberta, ainda que convergente. A sua fragrância é eternamente refrescante e omnipresente. Tal coisa não deve ser abordada frivolamente, mas apenas apreciada à distância. 

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17 de Março – PARTIR NO RIO YANGTZE – PARA O SECRETÁRIO, O SR. YUAN

É triste despedir-nos dos nossos amigos e familiares, 
À deriva, o meu barco entra pelo nevoeiro; 
Com os remos dispostas a regressar a Luoyang, 
Os sinos ressoam pelas árvores de Guangling. 
Hoje, a manhã marca a nossa despedida 
Quando e onde é que nos voltaremos a encontrar? 
Os assuntos deste mundo são como um barco nas ondas, 
Arrastado pela corrente – em que sítio repousará? 

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