27 de Agosto – AS MÁXIMAS DO MESTRE ZHU PARA A CASA (EXCERTO)

Para cada refeição de papas e de arroz,

Considera as dificuldades da sua origem;

Com cada metade fio e de seda,

Recorda sempre a escassez dos recursos.

Está preparado para os dias de chuva,

Não esperes que a sede te obrigue a cavar um poço;

Sê simples nos teus confortos pessoais,

Quando fores um convidado, não prolongues a tua visita.

Mantém uma dieta simples de comida e bebidas;

Os vegetais do jardim são melhores que os pratos gourmet.

Tem hábitos de asseio simples;

Ensina as crianças com meios virtuosos.

Não procures uma riqueza não antecipada;

Não bebas para além da tua capacidade.

Não te aproveites de um vendedor ambulante,

Se amável e gentil com os familiares e vizinhos que estão na pobreza,

Evita disputas em casa,

Pois as disputas acabarão em desgraça;

Evita um discurso excessivo em público,

Quanto mais discursas, mais cometes erros.

Não utilizes o teu poder para explorar órfãos e viúvas;

Não chacines o gado e as aves para satisfazer as tuas pupilas gustativas.

Ouve com serenidade,

E seremos pacientes e cautelosos enquanto ouvimos

As queixas e difamações das mentes perversas.

Quando estás envolvido numa disputa,

Como é que sabes que a culpa não foi a tua?

Pondera isto com sinceridade.

Não penses nos teus atos de bondade;

Não te esqueças da bondade que já recebeste.

Dá a tudo um espaço de manobra;

Quando estás satisfeito, não desejes por mais.

Quando os outros celebram,

não cedas a uma mentalidade de inveja;

Quando os outros sofrem,

não cedas a uma mentalidade de deleite.

As boas ações exibidas não são verdadeiramente boas;

As más ações ocultadas são a pior maldade.

Cumpre com o teu papel; vive a vida com contentamento,

Ajusta-te aos tempos, e está em conformidade com o Céu.

— excerto retirado de As Máximas de Zhu Bolu Para a Casa 

1 de Agosto – INCENSO AROMÁTICO E ENVOLVENTE

A influência das pessoas desagradáveis assemelha-se à presença de um odor: perdes-te gradualmente conforme te habituas à sua nocividade. Sem nos aperceber, também nos tornamos desagradáveis.

A influência das pessoas eminentes assemelha-se à presença de um incenso aromático: a tua sabedoria progride gradualmente conforme te habitas à sua salubridade. Também te tornas limpo e fragrante gradualmente.

— retirado de Dharmapada

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

Entrega de Bens pela BLIA para apoio à Ucrânia

No dia 11 de Março a nossa associação entregou na Junta de Freguesia do Parque das Nações, uma doação de apoio humanitário ao povo ucraniano, com 3 paletes de agua, 60 caixas de roupas, 600 pastas de dentes, 600 escovas de dentes, 108 pacotes de papel higiénico, 120 shampô para bebé, 262 pacotes de toalhitas para bebé.

Desejamos um fim precoce da guerra .

Dia Internacional da Fraternidade Humana: Comunicado GT DIR

Neste Dia Internacional da Fraternidade Humana, 4 de fevereiro, partilhamos o Comunicado do Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-religioso (GT DIR), que o assinala e celebra também para “promoção da liberdade religiosa, do diálogo e do bom entendimento entre comunidades e tradições religiosas, com o objetivo de uma convivência harmoniosa e paz sustentável”. “Comunicado O Grupo de Trabalho para o Diálogo Inter-religioso (GT DIR), dinamizado pelo Alto Comissariado para as Migrações, I.P. (ACM, I.P.), assinala a proclamação pela Organização das Nações Unidas (ONU) do dia 4 de fevereiro como Dia Internacional da Fraternidade Humana, este ano comemorado pela primeira vez, e também a Semana Mundial da Harmonia Inter-religiosa (1 a 7 de fevereiro), celebrada em Portugal desde 2011. Um pouco por todo o mundo decorrem ações de promoção da liberdade religiosa, do diálogo e do bom entendimento entre comunidades e tradições religiosas, com o objetivo de uma convivência harmoniosa e paz sustentável. 

Continuar a ler “Dia Internacional da Fraternidade Humana: Comunicado GT DIR”

30 de Janeiro – UMA MUDANÇA DE PERSPETIVA

Mais cedo ou mais tarde, as tempestades lá fora estão sujeitas a terminar, mas como apaziguaremos as tempestades que estão na nossa mente?

O Vaipulya-Mahavyuha Sutra (Great Adornment Sutra) diz, “[que] dependendo de causas e condições, nada é sólido ou substancial, tal como uma vela ao vento, ou uma bolha na água.”

Não podemos depender de um mundo impermanente, que é comparado como as flores frente ao espelho ou à lua na água, para que traga paz à nossa mente e corpo. Chorar e sorrir são duas faces da mesma moeda; o que importa é uma mudança de pensamento.

Após a chuva, enquanto te queixas de como agora é difícil caminhar pela estrada lamacenta, porquê não olhar para cima e ver que o céu estrelado ilumina o caminho por debaixo dos teus pés?

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.

16 de Janeiro – BELO CORAÇÃO, BELO MUNDO

O belo mundo começa connosco. Quando damos por nós a queixar-nos da rejeição nas relações interpessoais, devemos alterar essa situação ao emanar o carinho por nós mesmos. Quando nos sentimos impotentes no meio de uma sociedade caótica, devemos começar a mudança pelo acatamento das regras e mantendo a nossa inocência por meio da autodisciplina. Quando suspiramos em relação às imposições das tendências utilitaristas, porque não encetar uma mudança ao nos tornarmos mais compassivos, carinhosos, equânimes e altruístas? A construção de um novo e belo mundo começa no coração de cada um de nós. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.

15 de Janeiro – PÉS PELO FUNDO DO OCEANO

Zhu Yuanzhang (1328 – 1398, Dinastia Ming)

O céu é o meu toldo e a terra a minha manta.
O sol, a lua e as estrelas acompanham-me nos meus sonos;
À noite não me atrevo a esticar totalmente as minhas pernas,
Com medo de colocar os meus pés pelo fundo do oceano.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.

11 de Janeiro – PORQUE DEVEM OS JOVENS LER

A maior razão pela qual lemos é para que nos livremos da mediocridade. A mediocridade é uma atitude que procura passivamente meios para sobreviver. Não falta nada às pessoas medíocres; são apenas indolentes em relação às excitações deste mundo, ao decurso da história humana, à sacralidade da justiça suprema ou ao profundo significado da vida. Aquilo que eles não estão a intuir é algo que ninguém, na sua experiência de vida limitada, poderá alguma vez alcançar. Huang Shangu disse uma vez, “A mente sem um enriquecimento de experiências antigas e presentes tornar-se-á a longo prazo numa coisa vulgar. O nosso reflexo no espelho tornar-se-á repulsivo e o nosso discurso soará de mau gosto às pessoas.” Isto é a face da mediocridade. 

Só os livros te podem trazer diante a expansividade do espaço e a infinitude do tempo; só os livros podem dirigir os presentes sinais pairantes da vida nobre na tua direção; só os livros te podem apresentar à sabedoria profunda nesse maravilhoso contraste contra a ignorância e a fealdade. Para que um ser de metro e meio seja capaz de navegar pelo tempo e expandir-se para além dos espaços em algumas poucas décadas, tal milagre deveria ser principalmente atribuído ao acto de ler. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun.