14 de Maio – OS DEZ GRANDES VOTOS DA RAINHA SRIMALA 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, a intenção de transgredir qualquer preceito que eu tenha aceite não se irá manifestar na minha mente. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, o pensamento de denegrir qualquer venerável ou ancião não se irá manifestar na minha mente. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, os sentimentos de ódio ou de ressentimento direcionados a qualquer ser senciente não se irão manifestar na minha mente. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, o sentimento de ciúme pela felicidade, beleza e fortuna das outras pessoas não se irá manifestar na minha mente. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, darei todas as minhas posses e todo o meu conhecimento àqueles que necessitam, e definitivamente não guardarei em mim nenhum pensamento miserável ou egoísta. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, não acumularei a riqueza para mim e farei uso a mesma para aliviar o sofrimento e a pobreza dos seres sencientes. 

Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, não praticarei os “Os Quatro Meios de Abranger” para o meu próprio benefício e abarcarei todos os seres com uma mente pura, incessante e destemida. Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, farei o meu melhor para ajudar aqueles que estão presos na soli-dão, mágoa, doença, e stress, só descansando a minha mente quando os tiver aliviado no seu sofrimento. Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que eu alcance bodhi, não vacilarei em fazer cumprir a justiça e adotarei as medidas mais apropriadas para lidar com os assuntos e de maneira a não causar nenhum mal às pessoas. Meu senhor Buda, deste dia em diante, até que alcance bodhi, faço o voto para receber totalmente o Dharma e praticá-lo sem guardar reservas. 

13 de Maio – ANTOLOGIA DOS ENSINAMENTOS DE YUNQI 

A mente no seu estado original não tem pensamentos, e o surgimento destes é, portanto, algo contrário à sua natureza. Contudo, antes do início dos tempos, os seres sencientes já estavam habituados a dar azo a pensamentos ilusórios que são difíceis de ignorar. Agora ensino-vos a ter consciência do Buda, pois isso assemelha-se a um antídoto para vários venenos, e compara-se a ter soldados que vão lutar contra outros soldados. 

Contudo, a prática de sermos conscientes do Buda envolve uma variedade de coisas. O ato de defender o nome do Buda equivale a percorrer um caminho que está dentro de outro caminho. Isto porque Amitabha conserva em si virtudes imensuráveis, e só quatro sílabas do nome do Buda são suficientes para tornar a prática completa. 

Amitabha Buda compreende precisamente uma mente inteira, é o coração de numerosas virtudes, é o contentamento eterno e a pureza do eu, é a Iluminação original e inicial, a verdadeira natureza Buda, bodhi e nirvana. Tem um milhar de milhões de nomes e só um deles ao mesmo tempo. Embarca tudo sem exceção. 

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11 de Maio – O MANTO DA INVISIBILIDADE 

Os britânicos e os americanos usam a metáfora do ninho de cobras para descrever a sociedade. Neste ninho, as cobras lutam entre si para colocar a sua cabeça de fora, empurrando-se umas às outras para ganhar visibilidade e sobrepor-se às demais. Elas lutam para sobreviver, combatendo e competindo constantemente. O ato de esticar a cabeça para fora pode ser comparado às bolhas que surgem no topo das ondas do oceano, num encontro frente a frente com o Sol e o luar glorioso. A vida é curta; e o instante em que navegamos no topo das ondas pode ser equiparado a uma insígnia que simboliza o orgulho que temos em relação aos feitos da nossa vida. Contudo, apesar de alguns apontarem para o topo, também há aqueles que escolhem passar desapercebidos na lama e decidem viver as suas vidas sem furor. As pessoas têm diversos objetivos e ninguém deve ser obrigado a fazer algo que não deseja. 

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10 de Maio – FELIZ ERA O MUNDO PARA A MÃE 

Feliz era o mundo, 

Quando, nos conhecemos pela primeira vez, 

Cumprimentaste-me com um sorriso, 

E eu respondi com um choro 

Que moveu o céu e a terra. 

Triste era o mundo 

Quando, por fim nos despedimos, 

Despedi-me com um grito, 

E tu respondeste com um silêncio 

Que fechou o céu e a terra. 

Estranho era o mundo 

Quando, ao ver-te do princípio ao fim, 

Sempre chorei por alto 

Pois pelo teu sorriso o mundo começou 

E sem ele a felicidade acabou. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

9 de Maio – O CANTO DO PEREGRINO 

Começando pelo fio que está nas mãos de uma mãe carinhosa, 
Até às roupas que o peregrino usa; 
Cosendo e cosendo, desde a sua partida, 
Lento e lento é o seu regresso, o medo dela. 
Quem poderá dizer que o coração de um centímetro de relva 
Pode compensar os raios do sol de uma Primavera inteira?

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

8 de Maio – AS QUATRO ALEGRIAS DA VIDA 

Quando uma seca perdurante encontra a chuva pontual. 
Quando os caminhos de velhos amigos se cruzam em terras distantes. 
Quando vivemos uma noite de núpcias romântica à luz das velas. 
Quando o teu nome está na lista dos candidatos bem-sucedidos. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun

7 de Maio – GAOZI 

Quando o Céu está prestes a conferir uma grande posição a qualquer homem, exercita primeiro a sua mente com o sofrimento, e o seus ossos e tendões com um grande esforço. Expõe o seu corpo à fome, e sujeita-o à pobreza extrema. Confunde os seus empreendimentos. Através destes métodos consegue estimular a sua mente, endurecer a sua natureza e mostra-lhe as suas incompetências. 

Eu gosto de peixe e também gosto de patas de urso. Se não puder ter os dois juntos, deixarei o peixe ir, e ficarei com as patas de urso. Eu gosto da vida, mas também gosto da retidão. Se não puder ter os dois juntos, deixarei a vida, e escolherei a retidão. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun

6 de Maio – CONSCIÊNCIA E CONFIANÇA 

A consciência é a voz silenciosa e subtil que permite à minoria confessar. Quem é benevolente também será certamente corajoso, enquanto que a força é um meio necessário para castigar o vilão. 

Há que ter a confiança para saber distinguir o certo do errado a partir da nossa própria consciência, sem ser influenciado pela decisão da maioria. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun

5 de Maio – TUDO NUM PENSAMENTO 

Na vida existem muitas pessoas que estão habituadas a ser calculistas e a fazer comparações. As suas mentes estão cheias de suspeitas e de ódio. 

Apegados à ganância, à raiva e ignorância, ou às aflições e preocupações, estas pessoas vivem como se estivessem no inferno. 

Se conseguirmos ter uma mente aberta e tolerante em relação a tudo, guiando-a a cada momento para o caminho certo, então aí será como se estivéssemos a viver no céu. 

Quer alcancemos a budeidade, a iluminação, ou se ainda estamos presos no Samsara, tudo isto está dependente da nossa mente. A diferença entre um sábio e uma pessoa comum reside inteiramente num pensamento. 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun