Um mês de estudo de budismo – Os Cinco Preceitos

A cada semana podes dedicar-te à reflexão individual e também conjunta sobre cada um dos preceitos. Seguindo o livro “Cinco Preceitos“, do Venerável Mestre Hsing Yun, poderás encontrar uma profundidade de reflexão que se encaixa nas várias questões práticas da nossa vida, algo que é típico no Budismo Humanista, um budismo para a nossa vida diária.

1ª Semana – “Algumas questões abordadas” – da p.8 até p.19. Aqui reflete-se sobre os Cinco Preceitos e a liberdade, autocontrolo, ser vegetariano, a retribuição kármica, a morte não intencional, o arrependimento, os benefícios do código moral budista e além dos cinco preceitos.

2ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Primeiro preceito – p.20 à p.24

3ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Segundo preceito – p.25 à p.26

4ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Terceiro preceito – p.27 à p.28

5ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Quarto preceito – p.29 à p.30

7ª Semana – “O significado da realização dos Cinco Preceitos” – Quinto preceito – p.31 à p.35

8ª Semana – “Liberdade do Coração” – Uma reflexão sobre os cinco preceitos e o refúgio na joia tríplice – p.36 à p.40

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A vida do Buda em linguagem gestual – Lição 1

No Brasil existem mais de 10 milhões de pessoas surdas ou com deficiência auditiva que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar. Mas na maioria das vezes, o intérprete de Libras necessita acompanhar uma narrativa falada em tempo real, o que nem sempre é fácil. A história do Buda, produzida pelo Templo Zu Lai, foi elaborada exclusivamente para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, onde além do uso da Libras, a narrativa é feita de forma mais lenta, auxiliando também aos que recorrem a leitura labial. Esta série é escrita e apresentada pelo Mestre Hui Li e conta com a inestimável colaboração de Juliana Lara, na tradução para Libras. Omituofo.

Mosteiro Fo Guang Shan – Templo Zu Lai

Seis perspectivas para resolver preocupações – um ensinamento pelo mestre Hsing Ting

Na nossa vida diária, o que fará com que surjam pensamentos ilusórios com mais facilidade?

Talvez já tenhas ouvido falar sobre a famosa escultura conhecida como “Os Três Macacos Sábios” no Santuário Nikko Tosho-gu no Japão. Um macaco tapa os ouvidos, outro os olhos e o outro macaco a boca. A alusão aqui é que não devemos ser descuidados ao falar, ouvir ou olhar, porque os nossos olhos, ouvidos e boca são os meios mais fáceis de dar origem a pensamentos iludidos!

Assim, durante o curso de libertação dos seres sencientes, os bodhisattvas são incapazes de “não ver, não ouvir” no aqui e agora dos seis órgãos dos sentidos que entram em contato com os seis campos dos sentidos; a mente é muito clara sobre “não vejas o mal, não ouças o mal, não fales o mal e não faças o mal”. Isso é o que o confucionismo chamou de “decoro” e o budismo, “preceitos”; cultivo é administrar bem os seis órgãos dos sentidos.

Portanto, os sutras dizem-nos para: “guarda com firmeza os portões dos órgãos dos sentidos.” O significado é cuidar, cuidadosamente, dos olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente, não permitindo que entrem em contato com ambientes de fortes tentações. Além disso, precisamos valorizar a moderação na comida e na bebida, sabendo o limite da nossa ingestão e não dando origem à ganância ou à raiva. Sê diligente na prática do ioga do sono, contemplando a luz brilhante quando dormes e permanece no entendimento correto, mantendo elevada consciência em todos os momentos e em todos os lugares. Como tal, seremos capazes de ter força para cessar os pensamentos delirantes.

Assim eu ouvi: Certa vez, o Buda estava hospedado na Aldeia dos Domadores de Bois, dos Kurus.

Em seguida, o Honrado Pelo Mundo dirigiu-se ao bhiksus: “Eu agora discursarei o Dharma para vocês. O conteúdo será excelente do começo ao fim; do início, meio e fim. Significado saudável, essência saudável; puro e realizado, as práticas puras das quais são imaculadas e verdadeiras. Ouçam com atenção! Contemplem bem! Isto é chamado de ‘ensino sobre causas, condições e escravidão.’

Por que acham que é chamado de “o ensino sobre as causas, condições e escravidão?” Os olhos têm causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e cativeiro dos olhos? Eles são as causas kármicas baseadas no olho, as condições kármicas e a escravidão kármica. Karma tem causas, condições e escravidão. Quais são as condições, causas e escravidão do karma? Eles são as causas, condições e escravidão do desejo kármico. O desejo tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do desejo? Eles são as causas, condições e escravidão do desejo devido à ignorância. A ignorância tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão da ignorância? Elas são as causas, condições e escravidão da ignorância devido ao pensamento incorreto. O pensamento incorreto tem as suas causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do pensamento incorreto? Elas são os olhos e a forma que produzem pensamentos incorretos devido à ilusão e ignorância.

Devido às condições dos olhos e da forma, dando origem a pensamentos incorretos dentro da ilusão. Aqueles que estão iludidos são afligidos pela ignorância. Por meio da ilusão, eles procuram desejos e isso é chamado de avidez. O que é gerado por meio do desejo é chamado de karma. Como tal, bhiksus! O pensamento incorreto é a causa do apego ao desejo. A ignorância é a causa do desejo e o desejo é a causa do karma. Os olhos são a causa do karma. Orelhas, nariz, língua, corpo e mente também são mencionados como tais. Estes são chamados de ensino sobre causas, condições e escravidão. ”

Depois do Buda dizer estas palavras, os bhiksus ficaram maravilhados ao ouvir as palavras do Buda e receberam fielmente esse ensinamento e prática.

~ Do fascículo 334 dos Discursos Conectados.

O Buda disse ao bhiksus: “Então, qual é o Sutta ‘Causas, Condições e Servidão?’ São os olhos que têm causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e cativeiro dos olhos? Eles são karma físico e verbal que são as causas, condições e escravidão dos olhos e o karma físico e verbal também tem causas, condições e escravidão.

Quais são as causas, condições e escravidão do karma? Eles desejam. O desejo é a causa, as condições e a escravidão do karma. O desejo tem as suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do desejo? Eles são ignorância. A ignorância é a causa, as condições e a escravidão do desejo. A ignorância tem as suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão da ignorância? Eles são pensamentos incorretos. O pensamento incorreto é a causa, as condições e a escravidão da ignorância. O pensamento incorreto tem suas próprias causas, condições e escravidão. Quais são as causas, condições e escravidão do pensamento incorreto? Eles são os olhos que veem a forma, dando origem a pensamentos incorretos, resultando em ignorância.

Devido aos olhos verem a forma e darem origem a pensamentos incorretos, surge a ignorância; ignorância é ilusão. Da ilusão à busca de desejos gananciosos, é chamado de “desejo”. As ações resultantes do desejo são conhecidas como “karma”. Bhiksus! O pensamento incorreto é a causa que dá origem à ignorância, a ignorância é a causa do desejo; o desejo é a causa que dá origem ao karma e o karma é a causa que dá origem aos olhos; ouvidos, nariz, língua, corpo e mente também são assim.

Em suma, toda a ignorância e preocupações são resultados da interação entre os seis órgãos dos sentidos e os seis objetos dos sentidos, dando origem ao pensamento delirante. Consequentemente, no cultivo, devemos proteger firmemente os nossos órgãos dos sentidos e não nos devemos agarrar às condições externas casualmente. Então, podemos reduzir as nossas preocupações. Como se costuma dizer: “Um assunto a menos é melhor do que ter mais um assunto.”

Hsin Ting, Calm Mind, Perfect Ease. Los Angeles: Buddha’s Light Publications, 2019.

Leituras futuras sugeridas
Hsin Ting, Meditation and Wisdom. Los Angeles: Buddha’s Light Publications, 2016.

Os Dezoito Arhats, um ebook

Durante o seu tempo na terra, Buda teve milhares e milhares de discípulos. Entre os monges, os monásticos totalmente ordenados do sexo masculino, mais de duzentos e cinquenta tornaram-se “arhats”, praticantes que alcançaram a iluminação e a libertação. Entre os arhats, há dois grupos que se tornaram particularmente bem conhecidos: os “dez grandes discípulos” e os “dezoito arhats”.

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Ver o Buda – um ebook

Foi há mais de dois mil anos que Buda entrou no parinirvana. Cada vez que penso que é uma pena não sermos capazes de ver o Buda pessoalmente, lembro-me deste versículo que descreve apropriadamente os meus sentimentos:

Quando o Buda estava vivo, eu estava imerso na depravação.

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Ver Claramente – um ebook

A maioria de nós tem uma ideia do que constitui o espaço fora de nós – é o ambiente em que vivemos. Isso inclui a casa em que vivemos, a cidade em que vivemos ou até o mundo onde vivemos. Precisamos administrar o espaço fora de nós. Por exemplo, se desejamos viajar, precisamos saber que rota usar, que tipo de transporte precisamos, quanto tempo é necessário, o que precisamos levar para a viagem e que potenciais problemas podemos encontrar ao longo da viagem ou caminho. Se planearmos com antecedência, é provável que tenhamos uma viagem maravilhosa. Viagens mais longas, como viajar à volta do mundo ou para o espaço sideral, exigem um planeamento muito mais extenso, mas as considerações são praticamente as mesmas. Se nos esforçarmos para planear e entender, teremos uma boa oportunidade de gerir o espaço fora de nós.

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Os Cinco Preceitos – um ebook

Como resposta às necessidades dos principiantes no caminho budista, este texto oferece uma explicação dos cinco preceitos examinando o significado de cometimento com os cinco preceitos. O conteúdo deste texto serve de porta de entrada para o Budismo Humanista.

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O Budismo e a Cerimónia do Chá – um ebook

Crê-se que a China seja o local onde o chá foi inicialmente plantado; daí a alcunha  “Terra Materna do Chá.” De acordo com a lenda Chinesa, Shennung, o Cultivador Divino, descobriu o chá por acidente no ano 2737 a.C. A ele cabe a honra de ser considerado um dos três soberanos Chineses míticos, também creditado pela invenção da agricultura e fitoterapia.  Por motivos de higiene, Shennung bebia apenas água fervida. Aconteceu um dia em que estava a repousar debaixo de uma árvore do chá que uma brisa ligeira  agitou os ramos da árvore e fez com que algumas folhas caíssem dentro da água fervida que estava a preparar. A bebida resultante era deliciosa e revitalizante, e cria até com valor medicinal. O chá foi descoberto! 

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Forum Budista online

Primeira e terceira semana a partir Julho, nas segundas-feiras, pelas 21:30 a 22:30

Objetivos:

Aprofundar o conhecimento do ensinamento da doutrina do Buda através de diálogos entre os participantes, aprendermos, partilharmos uns com os outros, unirmos com mãos dadas para alcançar a felicidade suprema e beneficiar todos os seres, que possamos atingir a suprema sabedoria transcendental e construir a terra pura nesta terra.

Será previamente anunciado o tema principal para diálogo, a primeira semana vamos falar, refletir, contemplar sobre a “IMPERMANÊNCIA”

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