20 de Setembro – BIOGRAFIA DE GAO ZU 

Durante o banquete que decorria no interior do Palácio Yangnan, o Imperador Gaozu de Han disse, “Meus duques e generais, eu sei que nenhum de vocês se atreve a esconder-me os vossos pensamentos, e que vocês dizem sempre a verdade. Por isso digam-me por que razão ganhei a guerra, e porque Xiang Yu saiu derrotado?”

Gao Qi e Wang Ling responderam, “Meu senhor, você é orgulhoso e insulta as pessoas, enquanto que Xiang Yu era benevolente e amável com elas. Contudo, após conquistar as cidades e pilhar as terras, você oferece aos seus guerreiros as suas devidas recompensas e partilha os lucros com os seus súbditos. Xiang Yu, por outro lado, inveja os homens eminentes e tem ciúmes dos que são capazes. Como tal, ele sabota aqueles que são de mérito e suspeita daqueles que têm reputação. Quando saía vitorioso, abstinha-se de reconhecer os méritos e continuava a conquistar as terras para o seu proveito. Por esta razão, ele perdeu.”

O Imperador Gaozu retorquiu depois, “Vocês apenas veem uma parte, não o cenário inteiro. Quando a planear uma estratégia desde o interior de uma tenda para que se possa ganhar uma batalha que está a milhares de quilómetros de distância, eu não me posso comparar a Zi Fang. No que diz respeito à proteção do reino, à pacificação do povo, a recompensar o exército, e a preservar os recursos alimentares, nem me aproximo da figura de Xiao He. Para criar um exército aliado com um milhão de guerreiros que sai sempre vitorioso nas suas conquistas, não me comparo a Han Xin. Os que acabei de mencionar são todos heróis, mas eu sou capaz de os comandar. Por esta razão, eu conquistei o mundo. E por outro lado, apesar de Xiang Yu ter Fan Zheng, ele não conseguiu comandá-lo. É por isso que ele se tornou no meu prisioneiro.”

— retirado de Registo do Grande Historiador 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

19 de Setembro – OUVINDO OS SONS DA CERIMÓNIA DE PENITÊNCIA NO TEMPLO TIANNING, CHANGZHOU 

Ouço os sons da cerimónia de penitência no Templo Tianning! Ouço o som dos tambores, do sino, e seguido do gongo. Depois disso, o peixe de madeira, e finalmente o nome do Buda… O som dos cânticos ecoam pelo Santuário Principal, lentos e imersivos, como se inúmeras ondas conflituosas entrassem em sintonia, como se inúmeras cores contrastantes se purificassem, como se as inúmeras altitudes de todo o mundo desaparecessem. 

Os sons harmoniosos do nome do Buda, do sino, do tambor, e do gongo, permeiam o universo – dissolvendo as transgressões durante um instante e reunindo todas as causas e condições que se alastram por inúmeros séculos.

De onde é que esta harmonia maravilhosa – o esplendor deste mar de estrelas, esta música do universo, esta poderosa corrente da vida – vem? Ela detém todo o movimento e cessa todas as perturbações. Quer seja nos confins do céu e da terra, no interior de um santuário dourado, entre as sobrancelhas da imagem do Buda, dentro das minhas mangas, perto dos meus ouvidos e das minhas têmporas, no interior dos meus órgãos, do meu espírito, e dos meus sonhos…

A alegria que flui da perfeita iluminação manifesta-se na forma de uma calma inabalável, fruto de uma harmonia que é maravilhosa, majestosa, nirvânica e ilimitada.

— excerto retirado de A Obra Completa de Xu Zhimo 

18 de Setembro – CULTIVAR A MAGNANIMIDADE

As coisas mais atraentes para mim são o tempo e a linguagem. O tempo é algo de profundo e difícil de compreender, mas a linguagem, mesmo com as suas limitações, é capaz de retratar a sua verdadeira aparência – uma passagem que é em si, simples e trágica.

Porque se diz que a vida é curta? Porque ainda não vimos o suficiente desta vida que está em constante transição.

A experiência da espera pode ser verdadeiramente profunda, especialmente quando estamos sentados nos aeroportos e observamos as pessoas a apressar-se, como se o mundo inteiro lhes estivesse a passar à sua frente.

— retirado de Um Dia a Vida

17 de Setembro – CAPÍTULO SOBRE A ORIENTAÇÃO DOS SOLDADOS

A generosidade acumula grandes méritos,

A paciência elimina todos os ressentimentos,

Os virtuosos abandonam todas as transgressões,

Ser livre de desejos conduz naturalmente à liberação.

— retirado de Sutra Sobre a Coleção dos Atos Originais do Buda

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

16 de Setembro – OS SEIS CONSELHOS 

Embora não seja ideal orgulhar-nos da nossa riqueza,

os problemas que causados pelo orgulho do nosso conhecimento

podem ser igualmente maus.

Ao ser capaz de reter os nossos pensamentos,

não haverá nenhum raciocínio que nos escape;

Ao permitir que as nossas ambições levantem voo,

nada será impossível de alcançar.

Ao educar os seus filhos, os pais devem saber:

Que perante a maturação da perceção das crianças,

elas devem ser ensinadas a não magoar os organismos vivos que veem,

para que possam nutrir a sua bondade.

Ao encontrar-se com indivíduos respeitáveis, anciões, parentes, e amigos,

as crianças devem ser ensinadas a ser educadas,

para que possam nutrir os seus modos.

Ao aprender a importância de uma promessa,

devem ensinar às crianças a ter um discurso sério,

para que possam nutrir a sua honra.

Os princípios por trás de todos os assuntos do mundo

começam vagarosamente e terminam com apresso.

O apresso gasta a energia,

enquanto que o vagar a acumula.

Quando nos conduzimos com vagar,

dá-se espaço para outros assuntos;

e recebe-se mais tempo para a vida das pessoas.

Se for fraco, o solo quebra-se, e os vasos partem-se com facilidade

Se for forte, o vinho conservar-se durante mais tempo, e o tecido terá mais durabilidade.

A força do teu coração determina a robustez e a fraqueza da tua vida.

Cada momento poupado é um momento extra de liberdade.

Viajar menos atrai menos problemas,

Falar menos minimiza os defeitos,

Ao pensar menos, consome-se menos pensamentos,

Ao ser menos astuto ganha-se um disfarce extra de ignorância,

Aqueles que procuram o máximo no seu diário ao invés do mínimo 

vivem a vida como se estivessem algemados.

Como um filho zeloso, é nosso dever evitar de suscitar as seguintes emoções nos nossos pais: indiferença, infelicidade, medo, mágoa e tristeza, hesitação em transmitir os seus pensamentos, ou ressentimento.

— retirado de Seis Advertências 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

15 de Setembro – CANÇÃO DAS CEM TOLERÂNCIAS

A canção das cem tolerâncias

A canção das cem tolerâncias,

Como é que se pode viver sem tolerância?

Hoje, contigo,

Eu canto esta canção das cem tolerâncias,

Por isso bate palmas e ri-te! Ha, Ha!

Tolera a manhã, tolera a tarde,

Tolera a vergonha, tolera a desonra,

Tolera o sofrimento, tolera a dor,

Tolera a fome, tolera o frio,

Tolera a dissimulação, tolera a raiva,

Tolera o que é certo, tolera o que é errado.

Reflete sobre ti mesmo com o teu coração.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

14 de Setembro – EM BUSCA DOS SONHOS NO LAGO OESTE 

A luz da lua verteu sobre o rio, foi engolida pelas ondas, e foi absorvida pelo ar após um jacto de água borrifar o céu de branco. Mas que grande surpresa! Quando eu naveguei até ao Templo Jinshan já estávamos bem dentro da segunda hora da noite. Ao passar pelo Hall de Rei Dragão até ao Santuário Principal, todos estavam quietos e em silêncio. Aquilo que espreitava pela floresta de bambu era a luz da lua, branca como a neve.

13 de Setembro – CANÇÃO DE ZIYE

Como podemos escapar às tristezas e arrependimentos da vida?

Só eu estou consumido um amor sem fim.

Regresso ao meu velho país num sonho,

E quando acordo, as lágrimas correm pelos meus olhos.

Quem irá subir comigo à torre alta?

Para vislumbrar a bela vista de Outono que eu recordo desde há muito.

O passado tornou-se num vazio,

Como se tudo tivesse sido um sonho.

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

12 de Setembro – A IMPORTÂNCIA DE OBSERVAR OS PRECEITOS

O ato de observar os preceitos permite experienciar uma liberdade verdadeira pois esta resulta da renúncia de magoar os outros. Ao tomar e cumprir os preceitos estamos a abster-nos de infringir os direitos dos outros e isto resulta na proteção de todas as vidas, riquezas, famílias e carreiras. Matar, roubar, ter condutas sexuais impróprias, mentir, e ingerir substâncias tóxicas, são coisas opostas aos preceitos; estas ações causam dano aos outros e também provocam a perda da nossa própria liberdade pois acabamos na cadeia. Por isso, ao observar-se os preceitos obtém-se os seguintes resultados:

1. Liberdade para todos,

para nós e para os outros.

2. Segurança para todos,

para nós e para os outros.

3. Felicidade para todos

para nós e para os outros.

4. Salubridade para todos,

para nós e para os outros.

5. Benefício para todos,

para nós e para os outros.

— retirado de Séries Sobre o Budismo Humanista 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun 

11 de Setembro – CAPÍTULO SOBRE O VIRTUOSO 

O “Honrado-pelo-Mundo” disse aos bhiksus, 

“Existem dois tipos de pessoas a quem é impossível retribuir os seus actos de virtude. Quem são estes dois? São o teu pai e a tua mãe. 

Oh bhiksus! Se houvesse alguém que carregasse o seu pai no seu ombro esquerdo, e a sua mãe no ombro direito, durante dez milhares de anos, fornecendo-lhes a roupa, as mantas, as bebidas, e os medicamentos, até ao ponto de os permitir defecar e urinar nos ombros, ainda assim isto não seria o suficiente para retribuir a bondade dos seus pais. 

Bhiksus, vocês têm de saber que a bondade dos nossos pais é tremenda. Eles embalaram, criaram, e protegeram-vos a todos os momentos, por todas as estações, só para que vocês pudessem ver a lua e o sol. Por meio destes termos, que se figuram apropriados, devemos saber que esta bondade é difícil recompensar. Por esta razão, Oh bhiksus, devemos apoiar os nossos pais, sendo constantemente filiais e zelosos a qualquer altura. ” 

— retirado de Os Discursos Graduais do Buda 

Audio do livro 365 Dias para o Viajante, do Ven. Mestre Hsing Yun