O Sutra da Proteção Suprema – Maha-Mangala Sutta

O Sutra da Proteção Suprema ou Maha-Mangala Sutta é um discurso, ensinamento de Buda sobre como agirmos, mudando o nosso comportamento, para que possamos alcançar a felicidade, a proteçao suprema.

Podes ler aqui o PDF: Sutra da proteção suprema – PT

Sutra da Proteção Suprema

Maha-Mangala Sutta

Assim ouvi. Em certa ocasião o Abençoado estava em Savatthi no Bosque de Jeta, no mosteiro de Anathapindika. Então, quando a noite estava bem avançada, uma certa deva com belíssima aparência, iluminou todo o Bosque de Jeta, aproximou-se do Abençoado. Ao aproximar-se homenageou o Abençoado e ficando em pé a um lado a deva disse:
Muitos devas e seres humanos
Pensam na proteção,
Desejam a felicidade,
Diga então, qual é a proteção suprema.

O Buda:
Não se associar com os tolos,
Associar-se com os sábios,
Demonstrar respeito àqueles dignos de respeito:
Essa é a proteção suprema.

Viver num local civilizado,
Ter realizado méritos no passado,
Portar-se de maneira correta:

Conhecimento amplo e habilidade,
Bem treinado na disciplina,
Boas palavras:
Essa é a proteção suprema.

Sustentar o pai e a mãe,
Zelar pela esposa e filhos,
Consistência no trabalho:
Essa é a proteção suprema.

Generosidade, viver em retidão,
Auxiliar a família,
Praticar ações que sejam irrepreensíveis:
Essa é a proteção suprema.

Evitar e abster-se daquilo que é mau;
Abster-se do que seja intoxicante,
Estar atento às qualidades da mente:
Essa é a proteção suprema.

Respeito e humildade,
Satisfação e gratidão,
Ouvir o Dhamma em ocasiões oportunas:
Essa é a proteção suprema.

Paciência e observância,
Visitar os contemplativos,
Discutir o Dhamma em ocasiões oportunas:
Essa é a proteção suprema.

Autocontrole, celibato,
Compreender as Nobres Verdades,
Realizar o desapego:
Essa é a proteção suprema.

Uma mente quando tocada
Pelas vicissitudes do mundo,
É inamovível, livre da tristeza, sem pó, em descanso:
Essa é a proteção suprema.

Sempre invencíveis,
Quando agem desta forma,
As pessoas vão a todo o lado bem,
Essa é a proteção suprema.

Podes ler aqui: Sutra da proteção suprema – PT

Sutra da Proteção Suprema, explicação pela Mestra Chueh Yun

Segunda-feira, 6 de Abril, a Mestra Chueh Yun estará no Templo de Lisboa da BLIA para comentar e explicar o Sutra da Proteção Suprema. Das 20h30 às 22h
mestra
ENTRADA LIVRE e aberta a todos.
Confirmações para o email joaocsmagalhaes@gmail.com ou pelo evento no Facebook.
BLIA – Associação Internacional Buddha´s Light de Lisboa
Rua Centieira, nº 35
1800-056 Lisboa Portugal

A vacuidade – próximo tema do grupo de estudos budista

“Vacuidade” é um termo muito especial no budismo. Significa “destituído de aspeto permanente, definitivo ou absoluto”. O Buda ensinou que tudo o que existe no universo dos fenómenos é vazio. Não há nada permanente, definitivo ou absoluto. Nada é essencialmente estável. É importante captar a ideia de vacuidade, assim como a de impermanência, para entender os ensinamentos do Buda.

No dia 12 de Março, pelas 19h teremos mais uma sessão do estudo de Budismo Puro e Simples. Desta vez, vamos abordar a Vacuidade.
O nosso programa será das 19h às 19h30 reflexão sobre a vacuidade, das 19h30 às 20h00 meditação Chan.

As inscrições são para o email: geralg2@ibps.pt

Atividades e cerimónias budistas em Março

Dia 5 de Março vamos iniciar o estudo do livro do Grande Mestre Hsing Yun –  Budismo Puro e Simples – Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres. Ver mais aqui…
Rua da Centieira 35, metro: Cabo ruivo

Cerimónias budistas no templo

01.03  Domingo  16:30 a 18:00  Sutra de Buda de Medicina e ensinamento da Mestra (17:30 a 18:00)
05.03 Quinta Feira  7;30 a 8;30  oferenda lamparina á Buda
08.03  domingo 16:30 a 18:00 recitação de Sutra de Diamante e ensinamento da Mestra (17:30 a 18:00)
20.03 Sexta feira 7;30 a 8;30  oferenda lamparina á Buda
28 e 29 de Março Sábado e Domingo  horário a comunicar, todo o dia, cerimónia salvação de antepassados e todos os seres

Agenda do grupo de estudos de budismo em Março

Este Mês de Março iniciamos o grupo de estudos do livro do Grande Mestre Hsing Yun –  Budismo Puro e Simples – Sutra das Oito Percepções dos Grandes Seres
19:00 a 20:00  Estudo
20:00 a 20:15 Snack
20:15 a 21:00 Meditação
05.03    primeira percepção de pagina 11 a 24 em que vamos falar sobre impertinência, vacuidade, os cinco skandhas
12.03 de pagina de 24 a 32, vamos reflectir e falar sobre A mente é a raiz do mal e as quatro contemplações
19.03 segunda percepção A Cobiça é a causa do sofrimento , pagina 33 a 41
26.03 terceira percepção o contentamento é a fonte da felicidade, de pagina 43 a 47
imageO livro pode ser adquirido na BLIA, com desconto.

Festa de Ano Novo Chinês – 28 de Fevereiro entrada gratuita

Festa de Ano Novo Chinês – o Ano da Cabra, um ano mais tranquilo e zen que o galopante ano do Cavalo de 2014. Venha celebrar connosco  no Coliseu dos Recreios.
Data de Evento: 28 de Fevereiro
Local: Coliseu
Hora: 21:00 – 23:30
Entrada: gratuito , levantamento de bilhetes na Rua da Centieira 35, metro: Cabo ruivo
Programa contem: dança de leão, canções, peça teatro, hip-hop, dança tai chi c leque e espada, sorteios etc.
Ou podem imprimir este convite mesmo a preto e branco e trocar por um bilhete a partir das 18h00.
festa de ano novo chines

Elementos de existência

Os elementos da existência (dharmas) são aparências momentâneas, vislumbres momentâneos do mundo fenoménico provenientes de uma fonte desconhecida. Tal como são separados, digamos assim, em extensão, não estando interligados por nenhuma substância que tudo permeia, estão também separados em profundidade e em duração, uma vez que prevalecem apenas por um momento (kşana). Desaparecem assim que aparecem, para serem seguidos no momento seguinte por outra existência momentânea. Assim, um momento torna-se sinónimo de um elemento (dharma), dois momentos são dois elementos distintos. Um elemento torna-se, então, algo com um ponto no espaço-tempo. … Consequentemente, os elementos não mudam, mas desaparecem, o mundo torna-se uma sala de cinema. O desaparecimento é a própria essência da existência; o que não desaparece não existe. Uma causa para os Budistas não é uma causa real mas um momento precedente, o qual da mesma forma surgiu do nada para desaparecer no nada.

(Stcherbatsky, 1956)

Fonte: The Buddhist Unconscious – The ālaya-vijñāna in the context of Indian Buddhist thought – William S. Waldron

Dharmas são os tijolos do mundo de fenómenos em que prevalecemos temporariamente em permanente mudança. De facto, todo o mundo de fenómenos é construído nestes tijolos momentâneos que surgem do nada e se desvanecem em nada para dar lugar a outro dharma.

A duração da nossa vida ilusória não é mais que o somatório de dharmas sucessivos e concomitantes que surgem e desaparecem numa sucessão que não nos é percetível. Mudamos a cada momento, alterando as características físicas e psicológicas (ālaya) a cada instante. Amanhã acordaremos e não somos o mesmo que eramos ontem. Essa entidade desapareceu no nada para sempre, restando apenas a memória de algo que fomos e de acontecimentos que fabricámos na nossa mente. Um dharma ou dharmas concomitantes não são, assim, a causa de outro(s) dharma(s) mas apenas estabelecem as condições em que esse(s) dharma(s) se manifestará(ão), estabelecendo uma corrente espácio-temporal na qual existimos – e os fenómenos – enquanto as causas e condições não se alterem significativamente e nos façam desintegrar nos triliões de dharmas  que condicionam e sustentam a nossa existência neste plano.

A conclusão lógica é que somos vazios de existência intrínseca. Somos apenas uma manifestação momentânea e karmicamente condicionada de um conjunto de dharmas evanescentes. Escrevo estas linhas e por cada letra que escrevo já não sou o mesmo que escreveu a anterior. Mudo permanentemente assumindo nova existência a cada momento.

Apenas numa coisa sou perene e permanente: na minha mente primordial, a mente búdica. Acredito nisto mas não o vejo. Obscurecimentos acumulados por milhões de existências e tendências habituais profundamente instaladas na minha corrente mental não me deixam ver. Que pena! A budeidade deve ser algo de maravilhoso.

Diálogos Inter-Religiosos Budismo

A Junta de Freguesia dos Olivais através da sua Casa da Cultura em parceria com a  Associação Cultural Gomes Freire de Andrade, tem o prazer de convidar v/Exa a assistir ao  Ciclo Diálogos Inter-Religiosos dedicados ao budismo Budismo, cito na Rua Conselheiro Mariano de Carvalho 68 – Olivais Velho

Informações: 218 533  527
Email:  cultura@jf-olivais.pt

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