Falar sobre Amor e Afeto – um ebook

Amar é algo de extraordinário e é um ato que reservamos apenas para determinadas condições. No entanto, o Amor e Afeto podem ser manifestados nas mais diversas relações, não só interpessoais, mas também imateriais.

Neste pequeno livro, o Ven. Mestre Hsing Yun elucida numa perspetiva simples e profunda estes conceitos – Amor e Afeto.

Falar sobre Amor e Afeto

Normalmente, a maior parte das pessoas vem a associar o Amor e o afeto com aquilo que existe estritamente dentro duma relação amorosa. Ou seja, entre uma relação de um homem com uma mulher. Isto não está errado, mas também não está propriamente certo. O amor e o afeto também estão presentes noutras relações, como por exemplo: as relações familiares, de amizade e até entre os cidadãos de uma nação. O mundo do amor e do afeto é amplo e expansivo. Não amamos só os nossos pais, amigos ou países, também podemos amar outras coisas. Algumas pessoas amam as plantas e as flores; outras, amam os seus animais. Outros amam colecionar pedras minerais, selos, caixas de fósforos, extraindo muito contentamento desse próprio de colecionar.

Ven. Mestre Hsing Yun – Falar Sobre Amor e Afeto

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Sobre o amor, o Ven. Mestre Hsing Yun indica-nos as seguintes guias para o desenvolvermos:

  1. Amar inteligentemente – Devemos usar a sabedoria para purificar o nosso amor.
  2. Amar com compaixão – Devemos usar a compaixão para manifestar o nosso amor.
  3. Amar de acordo com o Dharma – Devemos usar o Dharma para guiar o nosso amor.
  4. Amar moralmente – Devemos usar a moral e a ética para guiar o nosso amor.

Mesmo em relação àqueles que não o trataram justamente, Buda dá-nos um exemplo:

Vendo a maneira como Buda lidou com a relação podemos dizer que para amar verdadeiramente uma pessoa é necessário ajudá-la a crescer e mantê-la num bom caminho; amar uma pessoa não significa necessariamente ter uma história como um conto de fadas, em que os dois vivem uma vida juntos, felizes para sempre. Buda não amava só a sua família; ele também amava todos aqueles que lhe eram hostis. Apesar do seu primo, Devadatta, tratar Buda como um inimigo, ele nunca lhe guardou rancor. Em vez disso, o Buda dizia a todos que Devadatta era um bom professor seu que o ajudava na sua cultivação. Sem a escuridão como é que vamos aprender a apreciar a luz? Sem o mal como é que vamos aprender a apreciar a bondade da verdade? Sem Devadatta, como vamos nós aprender a ver a grandeza do Buda?

Ven. Mestre Hsing Yun – Falar sobre Amor e Afeto

E dá-nos algumas lições para ter em atenção a atos nossos que parecem amor e nem sempre o são, mas que nos levam a crescer grandemente quando são refinados e compreendidos:

O amor começa em casa. Amamos os nossos cônjuges, os nossos filhos e os nossos irmãos. A partir daí, estendemos o nosso amor para os nossos parentes e amigos. E sem mais tardar, o nosso amor abrangerá todos os seres humanos e todos os seres em geral. Um amor possessivo amadurece e torna-se num amor em que há algo para oferecer, e finalmente torna-se no amor iluminado que os bodhisattvas nutrem por nós. Este tipo de amor figura naquele tipo de grande compaixão que pode ser resumida por este ditado, “Por mais que deseje que todos os seres sencientes estejam livres do sofrimento, eu nunca encontraria prazer se fosse o único a alcançá-lo.” O Amor é como a água. Por um lado, pode nutrir as nossas vidas; por outro, também nos pode afogar. Assim, se não soubermos amar em condições, o amor pode nos trazer grandes problemas e arruinar as nossas vidas.

Amor e Afeto são duas condições que valem a pena ser desenvolvidas para o nosso crescimento individual e também comunitário. Comprendendo a sua importância, conseguimos até compreender como um grande amor pode trazer um grande sofrimento.

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